A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 19/11/2021

O documentário “Perrengue” da Globo News mostra o dia a dia de motoboys de São Paulo. No curta, é mostrado um dos maiores desafios das grandes cidades: o intenso tráfego de automóveis. A mobilidade urbana é um problema no Brasil, uma vez que o modal projetado para as cidades foi o rodoviário, o que também traz consequências para o meio ambiente.

Sob esse viés, é valido destacar a escolha do rodoviarismo para as cidades brasileiras. Por exemplo, o plano 50 anos em 5 de Juscelino Kubitschek precisava integrar as regiões do Brasil. Para tanto, o governo, com investimentos do setor automobilístico, optou pela construção de rodovias em todo o país, em detrimento de modais como ferroviário e hidroviário, que comportam mais pessoas. Dessa forma, ao privilegiar o rodoviarismo, a mobilidade urbana é afetada, pois os centros urbanos têm muitos automóveis que comportam poucas pessoas, intensificando o trânsito.

Ademais, o uso intenso de automóveis traz sérios impactos ambientais. Como se sabe, o Acordo de Paris, selado em 2015 por 195 países, estabelece a meta de impedir o aumento de 2°C em relação à era pré-industrial. Para isso, urge a necessidade de diminuir o uso de combustíveis fósseis, uma vez que eles emitem gases do efeito estufa. Dessa maneira, a realidade brasileira de grande volume de carros, que usam gasolina, contribui para o aumento do aquecimento global, um fenômeno com consequências devastadoras para a Terra.

Portanto, diante de tudo o que foi exposto, são necessárias medidas para melhorar a mobilidade urbana no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Ministério de Infraestrutura – sendo o responsável pela formulação de políticas públicas no setor de transportes –, por meio de apoio da iniciativa privada, criar um projeto nacional de investimentos nos modais ferroviário e hidroviário. Feito isso, os congestionamentos de automóveis deixarão de ser um problema nas cidades brasileiras.