A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 19/11/2021

No projeto “50 anos em 5”, proposto em meados dos anos 50 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, iniciou-se o processo de industrialização do país, introduzindo indústrias automobilísticas, construindo rodovias, entre outras ações. Analogamente, tal progresso afeta diretamente a mobilidade urbana e seus impasses no Brasil hodierno. Tais problemas se referem, especialmente, ao exagerado número de automóveis, públicos ou privados, dispostos nas ruas de todo o país. Além das consequências negativas aplicadas ao meio ambiente.

Em primeiro plano, salienta-se o enorme contingente de carros presentes diariamente nas rodovias brasileiras. Segundo pesquisas divulgadas pelo G1, em grandes cidades como São Paulo e Belo Horizonte o engarrafamento diário enfrentado pelos motoristas chega a durar de 2 a 3 horas parados no trânsito. Tal situação acontece graças ao exacerbado número de pessoas circulantes em horários específicos, principalmente, no popularmente conhecido “horário de pico”, que por sua vez, encontra dificuldades para ser atendido mesmo com as opções de transportes coletivos. Desta maneira, destaca-se o despreparo logístico no planejamento urbano.

Outrossim, é importante destacar o infeliz cenário ambiental consequente dos problemas mobilísticos na cidade. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem estar social, físico e ambiental para sua população. Entretanto, as escolhas governamentais no Brasil trazem uma realidade diferente da ideal. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pesquisas realizadas em 2019 mostram que os carros são responsáveis por 72,6% da emissão de gases do efeito estufa. Ainda segundo o IBGE, no Brasil, cerca de 61,1% dos modais de transporte são constituídos por rodovias, o que intensifica ainda mais a problemática analisada.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar a problemática exposta. Para que haja uma melhor organização na circulação urbana, urge que o Ministério da Infraestrutura e Transportes crie projetos de incentivo a utilização de meios de locomoção públicos e sustentáveis, por meio da inserção de maiores frotas de ônibus, da construção e ampliação de vias de metrôs, além da disponibilização de bicicletas a um custo acessível por hora, todos esses, estrategicamente localizados em grandes centros urbanos e suas adjacências. Para mais, é necessário a realização de ações midiáticas conscientes para a população, publicadas em redes sociais e televisão. Somente assim, será possível consolidar o projeto de um país com uma mobilidade mais agradável à sociedade e ao meio ambiente.