A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/04/2022
Em 1950, no governo do ex- presidente Juscelino Kubitschek houve um grande investimento na área automobilistica, no qual o pais começou a produção de veículos e o seu uso aumentou significamente. Em contrapartida,atualmente, existe um número exessivo de automóveis nas vias brasileiras, o que dificulta a questão da mobilidade urbana, tornando esse fato um dos principais desáfios de gestão pública no pais. Nesse sentido, é importante destacar como a inoperância estatal e o sucateamento dos transportes públicos causam a problemática.
Em primeiro lugar, é importante retomar o aspecto supracitado quanto à inoperância estatal. De acordo com o jornal G1, a frota de automóveis cresceu 400% nos últimos dez anos no Brasil , apesar do aumento no preço dos combustíveis devido a pandemia de COVID-19, esses dados continuam em alta. E, mesmo diante desse cenário alarmante, não são criadas políticas especificas para aumentar a oferta de meios de transportes coletivos, visando que os cidadão diminuam o uso do individual.
Além disso, o sucateamento dos transportes coletivos também influência na dificuldade da mobilidade urbana. Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro ‘O Cidadão de Papel", existem casos no qual o indivíduo se torna inexistente aos olhos do Estado, o que impossibilita que tenha acesso aos direitos normativos, como o direito de ir e vir previsto na Constituição. Isso acontece porque, a falta de boas condições dos transportes dificulta que os brasileiros se desloquem dentro das vias urbanas, fator que prejudica geralmente a sociedade carente, já que geralmente precisam desse serviço para ter acesso a hospitais, trabalho e escola.
Depreende-se, portanto, que os causadores do cenário contemporâneo são a inoperância estatamental e o sucateamento dos transportes. Dessa forma, as Prefeituras Múnicipais devem, por intermédio de verbas governamentais reformar e amplicar a frota de automóveis coletivos, objetivando dar conforto e segurança aos cidadãos, conjuntamente, é um jeito de influênciar o seu uso por mais pessoas. Espera-se, com isso, que haja um decrescimo nos números de veículos nas vias nacionais, por outro lado, é uma forma de agilizar e melhorar a mobilidade urbana para todos.