A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 18/05/2022

Em “Música construção”, canção de Chico Buarque, tem-se uma denúncia social contra a inoperância do sistema de transporte público, sobremodo nos versos “agonizou no meio do passeio público; morreu na contramão”, os quais reverberam o retrato da mobilidade urbana no País. Para além da arte, 51 anos após o lançamento dessa música, a realidade ainda se configura como um indubitável problema social. Assim, é válido analisar a falta de transporte em periferias e o alto custo do transporte público, os quais precisam ser denunciados.

Nesse contexto, a falta de transporte em comunidades carentes é evidente, sobretudo quando se trata de condução pública, a qual poucos têm acesso e sempre estão lotadas acima da capacidade permitida. Dessa forma, O Fantástico, programa jornalístico da rede Globo, exibiu em janeiro de 2021 o drama de moradores de favelas, os quais precisam andar por mais de 3Km diariamente até o ponto de ônibus para conseguir chegar ao trabalho e, quase sempre, não conseguem chegar ao destino, extremamente preocupante, visto que, essas pessoas dependem disso. Sendo assim, medidas devem ser efetivadas para combater essas injustiças sociais.

Outro fato a ser analisado é o alto custo do transporte público, o qual deveria ser acessível ao público necessitado, no entanto, há lugares em que uma viagem interubana custa 20 reais. De maneira análoga, o Instituto de Pesquisas Economicas (IPEA), divulgou em outubro de 2018, uma pesquisa a qual relata o alto ônus da tarifa de ônibus e metrô nos diversos estados do país e, em paralelo, não é acessível para toda a sociedade. Outrossim, as autoridades devem fazer algo a respeito.

Por conseguinte, a carência do transporte de qualidade é um problema brasileiro. Dessarte, cabe ao Ministério da Infraestrutura e ao Ministério da Economia, investir na inserção de mais ônibus e na redução do valor da passagem. Essa ação deve ser feita por meio de incentivos econômicos, os quais possam subsidiar o aumento de meios de transporte e reduzir a tarifa cobrada, com a finalidade de garantir o acesso de todos os cidadãos. Desse modo, ao contrário da música de Chico Buarque, não haverá mais agonia no transporte coletivo.