A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/06/2022
“Estresse”, “aborrecimento”, “cansaço” são algumas das palavras frequentemente associadas na discussão concernente à mobilidade urbana nas cidades brasileiras. A situação caótica existente no trânsito rotineiro das áreas urbanas cresce no debate nacional à medida em que ameaça a colapsar a infraestrutura do país, caso a deterioração da mobilidade urbana continue a piorar de forma exponencial. Com isso em vista, urge a necessidade de rastrear as principais causas do problema com a premissa de pensar em resoluções para esta problemática.
Historicamente, o Brasil sofreu com um crescimento desordenado de suas cidades, devido ao seu grande crescimento econômico na segunda metade do século passado, o país viu um intenso fluxo migratório do campo em direção as cidades. Esse êxodo rural fez com que o Brasil passasse a ser um país majoritariamente urbano sem, contudo, preparar-se para os impactos na infraestrutura de suas cidades. Somada a esse fato, existe ainda uma tradição de políticas de incentivo ao modal rodoviário como método de transporte da população e principal forma de escoamento dos bens de consumo em geral. Vide, a frase do presidente Washington Luís: “Governar é construir estradas”, que denota uma visão política de desenvolvimento nacional voltada ao rodoviarismo já na década de 1920.
Consoante a esse histórico de problemas estruturais criados pela adoção do transporte rodoviário como meio predominante nas áreas urbanas é mister o investimento em modelos alternativos ao rodoviário como uma solução eficaz para a atenuação do congestionamento nos grandes centros. Outra medida que pode colaborar na resolução da problemática é o uso de modo mais eficiente do modal rodoviário com a priorização do transporte de massa perante os meios de transporte individual.
Conforme o exposto e a fim de criar uma solução para os problemas de infraestrutura do Brasil, faz-se necessário um plano de desenvolvimento e incentivo aos modais alternativos ao rodoviário elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional em parceria com as prefeituras dos municípios afetados pelo problema. Por meio de uma política de direcionamento de recursos que possibilitem o aumento da participação dos transportes aquaviário, ferroviário e cicloviário locomoção das cidades, diminuindo, dessa forma, a pressão sobre o modelo rodoviário de transporte. Assim será possível atenuar os óbices causados pela crise da mobilidade urbana nas cidades brasileiras.