A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/07/2022

A Coréia do Sul, país asiático, é uma grande referência de qualidade em transporte público, onde seus trens e ônibus são reconhecidos por fazerem uso de altos falantes, refrigeração, pequenas bibliotecas ou mesmo brinquedos reservados às crianças. No Brasil, no entanto, o conceito de mobilidade urbana está longe de ser de fato colocado em prática, o trânsito caótico e as super lotações nos transportes, acabaram por se torna uma visão ordinária na vida de muitos brasileiros. Desta maneira, portanto, é preciso analisar os subterfúgios que favorecem esse quadro.

Primordialmente, é preciso analisar a desigualdade social como um importante promotor desse cenário. O desfavorecimento geográfico dado as classes sociais mais desprivilegiadas acabam por fomentar grandes aglomerações em transportes públicos, pois apesar de grande parte dos trabalhadores exercerem suas funções nos centros urbanos, essa área é prioritariamente, dos mais favorecidos. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito”,contudo, isso não se reverbera na realidade.

Ademais, é imprescindível salientar a ausência de medidas efetivas por parte do Governo, visto que a falta de qualidade no setor de transporte tem favorecido ainda mais a ausência de mobilidade urbana. A quantidade insuficiente de coletivos que atendam, de fato, a demanda da população acarretam, hordienalmente, em esperas e lotações desreipetosas para com os cidadãos, que além de passarem horas intermináveis no trânsito, resultam em grandes perdas econômicas para o país. Segundo dados da Ecodebate, se as horas gastas no deslocamento nas principais metropóles fossem transformadas em horas trabalhadas isso aumentaria em até 7% o PIB, produto interno bruto, do Brasil.

Portanto, medidas devem tomadas. O Governo federal em parceria com o Ministério de Transporte, deve criar planos de construção de maiores e melhores vias que conectem de forma mais eficaz a periferia aos centros urbanos. Além disso, deve realizar maior cobraça às empresas privadas que são responsáveis pelos coletivos, de modo a fornecer transportes de maior qualidade e de acordo com a proporção de sua demanda, a fim de mitigar esse problema e tornar este páis em uma futura referência de mobilidade urbana