A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/09/2022

A questão da mobilidade urbana tem sua origem remontada no século XX, com o exôdo rural. Ou seja, com o deslocamento de camponeses para as metrópoles, houve o crescimento urbano desordenado e, consequentemente, as cidades foram formadas sem planejamento. Assim, com o passar dos anos, essas regiões viram-se urbanizadas mas, sem uma logística arquitetônica, a facilidade de mover-se nos centros urbanos foi suplementada. Então, observa-se que as cidades necessitam de um plano que objetive fornecer eficazmente à população a capacidade de deslocar-se com qualidade no Brasil.

A priori, a significação do termo “mobilidade urbana” afirma que é a facilidade para se mover nas grandes metrópoles. A ideia, então, é tornar a locomobilidade fluída e ágil através de carros e transportes coletivos. Porém, a precaridade desses transportes, somado à falta de segurança nas ruas, gerou descontentamento na população. À vista disso, houve o aumento na compra de automóveis - como rota de escape das horas perdidas em congestionamentos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre 2002 e 2012, houve um acréscimo percentual de 138,6% no número de veículos no país.

A posteriori, observa-se que tal situação fora pressagiada no governo de Juscelino Kubitschek, o qual efetivou um programa que consistia na modernização acelerada da economia, baseada no aumento de indústrias e na criação de rodovias. Contudo, as consequências que a modernidade enfrenta são as poluições atmosférica e sonora (pelo excesso de carros), o aumento do estresse da população e a perda de produtividade dos trabalhadores (por exaustivas horas no deslocamento até seu serviço e possíveis atrasos).

Portanto, vale remediar tais problemas da mobilidade urbana atenuando o trânsito brasileiro. Nesse viés, cabe as Unidades Federativas implemetar um projeto que vise a ampliação das frotas e das linhas de ônibus, a segmentação dos polos de trabalho - diminuindo a necessidade de deslocamento motorizado dos trabalhadores, objetivando descentralizar o trânsito dessas regiões -, e por últtimo, a melhoria das calçadas e da iluminação pública, a fim de que transportes alternativos (como bicicleta e deslocamento a pé) sejam valorizados.