A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 27/10/2022
Como diria Simone de Beauvoir “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele”. De maneira análoga a isso, vê-se o costume com o descaso do governo consoante à mobilidade urbana no Brasil, a qual perdeu seu principal ob-jetivo de permitir que as pessoas se movam com qualidade. Nesse prisma, desta-cam-se dois aspectos importantes: a negligência do estado em relação à mobilida-de e o consequente impacto negativo que isso gera na população.
Em primeira análise, evidencia-se que o conceito de mobilidade urbana está re-lacionado com o deslocamento com qualidade, eficiência e segurança. Isso não é visto no Brasil, onde os transportes públicos estão sucateados e andam sempre lo-tados. Segundo Zygmund Bauman, essa situação ocorre quando o Estado se torna uma “instituição zumbi”, pois perdeu a sua função social de prover o que o cidadão precisa. Dessa forma, é inadmissível que, em pleno século XXI, esse problema per-sista em nossa sociedade.
Por conseguinte, nota-se que a maioria dos brasileiros não têm acesso a mobi-lidade eficiente. Segundo dados da FGV, São Paulo tem quase o dobro de pessoas circulando com veículos particulares em comparação a porcentagem que utiliza o metrô. Desse modo, o transporte público precário obriga as pessoas a buscarem outros meios, o que também gera consequências, como o engarrafamento, polui-ção ambiental e sonora, aumento de acidentes e sobrecarregamento do espaço. Logo, é inaceitável que esse cenário perdure.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema da mobilidade ur-bana no Brasil. A Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos deve pro-por um programa de expansão das redes de metrô e de melhoria nos transportes públicos em geral, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos De-putados. Esse programa teria a finalidade de ajudar a desengarrafar as ruas movi-mentadas das grandes cidades, além de tornar mais viável a utilização do transpor-te urbano no dia a dia.