A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/08/2023

A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito de livre circulação pelo país.Entretanto, esse direito não é praticado plenamente,visto que a mobilidade urbana é um dos principais desafios das cidades.Nesse contexto,a negligência do Governo e a fala de planejamento urbano são resonsáveis pelos engarrafamentos diários enfrentados pelos cidadãos.Desse modo,a circulação dos brasileiros é desafiadora e urge buscar soluções para a problemática.

Em primeira análise,segundo a antropóloga brasileira Lilia Schwarcz,o Brasil possui uma política de eufemismo ao tratar dos problemas nacionais, ou seja, o Estado busca suavizar os problemas ao invés de resolvê-los.Um exemplo disso,é a postura do governamental adotada ao lidar com os desafios da mobilidade urbana,em que o difícil fluxo de veículos nos centros urbanos é naturalizado e não tratado como resultado da ineficiência de políticsa e projetos de transporte atuais.Logo,para superar esse cenário nefasto o Governo precisa deixar de ser negligente e insvestir em meios de locomoção coletiva mais eficientes.

Outro agravante desse quadro,é a falta de planejamento urbano no desenvolvimento das cidades.Sob essa ótica,a urbanização brasileira ocorreu de modo desorganizado em que a insdustrialização atraiu um enorme contingente de pessoas para as cidades que não possuíam a infraestrutura necessária para recebê-las. Por conseguinte,o comércio e o setor de serviços ficou restrito as áreas centrais e a população trabalhadora foi direcionada para as periferias.Desse modo, os cidadãos precisam se deslocar para o centro tanto para trabalhar quanto para buscar serviços básicos como atendimentos médicos.Com isso,o fluxo para o centro é intensificado e fica propício a congestionamento de veículos.

Portanto,para melhorar a mobilidade urbana,o Governo,em parceria com o setor privado de transporte,deve aumentar a frota de ônibus,construir ciclovias e estações de metrôs,por meio de recursos arrecadados de impostos,a fim de oferecer meios de deslocamentos diversificados que incentivem o uso coletivo. Paralelarmente,o Estado,junto ao Ministério da Cidadania,deve construir unidades de serviços básicos nas zonas periféricas,objetivando atender essa parcela da população e reduzir os deslocamentos para o centro.