A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/05/2025
A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, prevê todos os direitos à igualdade e à dignidade. Porém, a concretização da garantia em voga é dificultada pela mobilidade urbana no Brasil. Tal cenário ocorre, em especial, devido à negligência estatal e à má formação sociocultural.
Antes de tudo, é importante destacar a insuficiência da ação estatal em relação a à mobilidade urbana. Conforme o pensador Nicolau Maquiavel, o principal objetivo do governante é a manutenção do poder, relegando, a segundo plano, a busca pelo bem comum. Nesse prisma, observa-se um descaso por parte do governo, com
escassos investimentos deslocamento urbano, uma vez que políticas voltadas essa questão não oferecem significativo retorno eleitoral aos políticos. Isso ocorre porque grande parte da população não enxerga a mobilidade urbana como prioridade e ,por isso, não apoia os governantes que proponham melhore o fluxo de veículos nas cidades . Como resultado, com isso a sociedade fica sem um transporte digno.
Ademais, a omissão social diante de mobilidade contribui significativamente para sua perpetuação. Nesse âmbito, a filosofia de Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, sustenta que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, o que acaba naturalizar situações problemáticas. Sob esse viés, é notória a incidência do pensamento de Arendt na situação da circulação urbana, já que a maioria da sociedade enxerga caos do alto fluxo de automóveis como algo banal e de baixa relevância, sendo escassas as discussões acerca desse tema no cotidiano. Com isso, há a normalização dá falta de mobilidade e de pouca pressão da sociedade no governo para mudança desse paradigma, o que contribui para a persistência do imbróglio.
Portanto, com o objetivo de amenizar a falta de mobilidade urbana, é necessário, de forma urgente, que o Tribunal de Contas da União destine recursos que, por intermédio do Ministério dos Transporte- órgão responsável por gerir assuntos mobilidade rodoviária no país. Esses recursos serão aplicadas em melhorias das vias urbanas, por meio das secretárias de obras dos municípios, a fim que façam melhores vias que para a mobilidade urbana.