A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 02/09/2019
Historicamente educadas apenas para o trabalho do lar e o cuidado com a família, a mulher ainda luta pelo seu espaço no mercado de trabalho. A presença, oportunidades e remuneração femininas ainda é inferior a dos homens. Ademais, algumas profissões são mais masculinizadas, como a medicina ou a engenharia, onde a mulher enfrenta também a descrença cultural quanto a sua capacidade de atuar em áreas técnicas.
Contudo, com a revolução industrial entre 1820 e 1840 e o crescimento da demanda de produção, iniciou-se a admissão da mulher na indústria, em função da ausência de mão de obra. Porém, movimento feminista da década de 1960 lutou com maior afinco para garantir a igualdade de direitos femininos. Entretanto, um fato que também prejudicou a atuação feminina no mercado de trabalho foi a ausência de educação formal e profissional, até então fornecida mais aos homens, deixando-as limitadas para atividades remuneradas fora do contexto familiar.
Atualmente, as mulheres representam cerca de 44% da força de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho de 2016. Entretanto conforme dados do IBGE elas ganham em média R$500,00 a menos que os homens para executar a mesma função, muitas vezes apenas renomeadas pelas empresas para justificar a diferença. O mesmo informativo demonstra também que no geral, as mulheres possuem em média 3 anos a mais de estudos frente a seus pares masculinos.
A fim de atuar no problema, o Ministério do Trabalho deve garantir em fiscalização que as pessoas são remuneradas igualmente, independente da nomenclatura de cargo ou gênero. Isso deve ser evidenciado através de abordagem dos colaboradores dessas empresas, de forma amostral, em conversas e acompanhamento de atividades não apenas na conferência de documentos entregues pelo empregador. Assim, as companhias encontradas em discrepância regulamentar devem ser autuadas para corrigir a situação de seus funcionários.