A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 05/09/2019

Na Idade Média, a mulher era fadada a submissão masculina e aos afazeres domésticos, situação incentivada pelos dogmas católicos. Na atualidade, esse destino ainda é refletido na vida das brasileiras que são desvalorizadas e encontram dificuldades em diversos âmbitos sociais, principalmente no mercado de trabalho.

Com o desenvolvimento tecnológico e o aumento da necessidade de mão de obra, com o passar dos anos, observa-se uma maior participação feminina no meio trabalhista, porém ainda longe do ideal de igualdade de gênero. De acordo com o IBGE, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país. Dessa forma, o salário feminino costuma ser inferior, mesmo que ocupem cargos iguais aos cargos masculinos. Além disso, devido a desvalorização da sua capacidade, elas dificilmente conseguem ocupar cargos de liderança nas empresas. Dado o exposto, é ilógico que isso ainda ocorra no século XXI.

Em segunda instância, o ato de ser mãe condena, pois a mulher torna-se alvo de todas as responsabilidades de criar uma família, enquanto o homem é incentivado socialmente a ser o “provedor” e alavancar a sua carreira, se abstendo de responsabilidades domésticas. Por conseguinte, a mulher obtém uma licença maternidade, custeada pela empresa, de 120 dias e o homem apenas uma licença de 5 dias. Logo, empresas passam a preferir o gênero masculino nos processos seletivos.

Portanto, são necessárias medidas para o reconhecimento feminino no meio empresarial. O Ministério do Trabalho deve elaborar diretrizes e fiscalizar as relações trabalhistas nesse sentido, criando o projeto “igual trabalho igual salário”, incentivando mulheres a denunciar caso recebam menos por uma mesma função na empresa que seria penalizada com multas. Além disso, deve aumentar a licença paternidade para 120 dias, acabando com essa diferença e igualando as responsabilidades de ter um filho. Com isso, chegaríamos mais perto de uma sociedade justa.