A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 19/09/2019

Na série de televisão espanhola As telefonistas, acompanhamos o drama de quatro mulheres em busca dos seus direitos civis como mulher e da independência no ambiente de trabalho. Saindo da ficção, é notável que a luta feminina por direitos como, independência, igualdade salarial e respeito no âmbito de trabalho ainda continua na contemporaneidade. A fim de mitigar essa mazela, ações e politicas públicas eficazes devem ser criadas para erradicar essa problemática que atinge unicamente o público feminino.

Primeiramente, os desafios da mulher no mercado de trabalho é uma questão histórica, influenciada pelo conservadorismo da sociedade. Assim como a mulher teve dificuldade em entrar no ambiente de trabalho, ela também teve para entrar na educação, o acesso feminino a educação era muito restrito. Prova disso são os relatos na literatura nos mostrando, que as únicas educações permitidas para as mulheres eram as aulas de bordado, piano e alguns idiomas como o francês. Nesse sentido vemos a problemática da mulher no ambiente de trabalho sendo perpetuada por conta de um fator histórico.

Ademais, vale ressaltar também que, a questão do trabalho feminino é muito intrínseca. A título de exemplo, destaca-se que a luta pelo trabalho feminino é diferente dependendo da etnia. A mulher negra sempre foi submissa ao trabalho, suas lutas foram a cerca do trabalho em condições humanas e do trabalho com o direito ao salário, diferente da mulher branca, que mesmo no movimento feminino dos anos 70 recebiam mais que as mulheres negras. No filme Estrelas além do tempo é visível a segregação no trabalho entre mulheres negras e brancas.

Urge com isso, erradicar os desafios que a mulher brasileira sofre no mercado de trabalho, é dever do Ministério do Trabalho junto com o Poder Legislativo e Executivo criar leis que equalizem os mesmos direitos dos homens com os das mulheres. Além disso, a Polícia Civil deve criar uma ouvidoria online que receba denuncias anônimas de abuso contra a mulher assegurando a identidade das vítimas para não serem prejudicadas no âmbito de trabalho. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Assim sendo, o MEC (Ministério da Educação) deve instituir nas escolas palestras que discutam a importância da equidade dos gêneros para que assim não aja mais o pensamento machista desde a infância e com isso estimular os próprios adolescentes a se engajarem nessa perspectiva da igualdade de direitos. Desse modo, erradicaremos essa mazela.