A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 08/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse trecho do poeta modernista, Carlos Drummond de Andrade, vê-se que a mulher brasileira no mercado de trabalho se configura, como um obstáculo na vida de muitas em nossa sociedade. Tal problemática, se agrava ainda mais pela herança deixada pelo patriarcado e pelo preconceito envolta das mulheres.
Em primeiro plano, a Constituição Federal do Brasil de 1988 assegura o direito ao trabalho, sendo esse, um direito social. No entanto, tal direito parece não estar ligado às mulheres, uma vez que, ainda sofrem com as marcas deixadas pelo patriarcado, sofrendo constantemente pela falta de oportunidades nas empresas pelo simples fato de serem mulheres.
Ademais, um dos preceitos do essencialismo aristotélico diz que o bem comum é superior ao bem individual. Todavia, tal ensinamento percebe-se contraditório em nossa sociedade por conta do preconceito que envolve as mulheres no mercado de trabalho que são estigmatizadas como sendo o “sexo frágil” que não são capazes de realizar as mesmas atividades que um homem. Assim, atitude como essas precisam ser combatidas na atual conjuntura da nossa sociedade.
Infere-se, portanto, que a inclusão da mulher no mercado de trabalho brasileiro se apresenta como uma grande perda a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Urge que, o governo federal através do Ministério do Trabalho faça campanhas publicitárias por meio dos recursos midióticos para diminuir o preconceito a cerca das mulheres. Além das escolas que devem ajudar a educar as crianças sobre o respeito às mulheres. Com tais medidas, a sociedade se desenvolveria colocando o bem comum superior ao bem individual.