A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 16/10/2019

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina a isonomia salarial, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade. Contudo, apesar de a legislação trabalhista garantir a igualdade entre homens e mulheres, a disparidade salarial, assim como outras formas de discriminação estão presentes na sociedade brasileira.

Primordialmente, a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD-2013), apresentou uma redução de desigualdade salarial entre gêneros. Além disso, no Brasil de acordo com a PNAD, as trabalhadoras possuem um alto nível de escolarização, uma maior capacitação profissional com relação aos trabalhadores. Entretanto, apesar do aumento de equiparação e de melhor profissionalização as cidades brasileiras enfrentam diversos desafios.

Em segundo plano, diante de uma sociedade machista e patriarcal as mulheres diariamente confrontam obstáculos. Tal máxima é representada pela maior presença de cidadãs em postos mal remunerados, precários e informais. Outrossim, as brasileiras são preteridas durante o processo de seleção, além de discriminação e assédio no espaço de trabalho. Portanto, tais fatos impedem ou dificultam a remuneração e cargos igualitários entre gêneros.

Tenho em vista essas questões, para que a igualdades e respeito entre gêneros seja desenvolvida, urge que as escolas e ONGs de assistência à mulher organize palestras e debates para discutir sobre a participação feminina no mercado de trabalho, por meio da discussão em sala de aulas, em disciplinas como Sociologia, Geografia e História, e a introdução de programas de empreendedorismo e liderança especialmente voltados a mulheres. Ademais, com o fito de prevenir práticas de discriminação, assédio e garantir a inserção completa da mulher no mercado de trabalho, cabe ao Ministério do Trabalho (MT) e o Ministério dos Direitos Humanos promover campanhas de informação elaboradas pelo MT, que informe sobre os direitos trabalhistas das mulheres, de modo a incentivar a denuncia e desrespeitos, por meio da realização de campanhas educativas na mídia, além de ampliar as políticas afirmativas por intermédio de cota para mulheres nos conselhos executivos das empresas.