A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 28/10/2019
Mileva Maric foi uma das primeiras físicas do mundo, a única de sua turma e a segunda mulher a terminar o curso no Departamento de Matemática e física no ETHZ (Instituto Federal de Tecnologia de Zurique). Afastou-se dos estudos devido o casamento e filhos e, como primeira esposa do físico Albert Einstein, especula-se que ela tenha contribuído na Teoria da Relatividade, mas não recebeu seu devido reconhecimento por ser mulher. Percebe-se, portanto, que essa desigualdade de gênero não se restringe apenas ao campo da ciência, mas na sociedade como um todo, tendo como enfoque o mercado de trabalho. O governo, então, deve erradicar essa problemática em prol da igualdade de gênero.
Precipuamente, é importante ressaltar a existência do artigo 7º da Constituição Federal que proíbe a diferença de salários, funções e critérios de admissão por motivos de sexo, idade, cor ou estado civil, o que não acontece na prática. Por mais que dados do Ministério do Trabalho mostre o aumento da presença feminina no mercado formal e, o PNAD ( Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) um maior nível de instrução das mulheres, isso não significa a diminuição na diferença do rendimento médio dos dois sexos, muito pelo contrário.
Assim sendo, as diferenças se materializam em diversos níveis: formas de ingresso, ocupações exercidas e rendimento médio. Além disso, por existir inúmeros espaços sexuados com pouca mixidade de gênero, a mulher se sente coagida e desmotivada a se inserir no meio desejado, optando por trabalhos ditos “apropriados” para a sua “condição” de mulher. Outrossim, é o fato do trabalho não remunerado da mulher (âmbito familiar) não ser contabilizado, ou seja, no fim a jornada de trabalho feminina é maior e, ainda assim as tratam como um sexo frágil e inferior.
Medidas, portanto, devem serem feitas para resolver esse impasse. O Ministério do Trabalho deve usar a política trabalhista da Islândia como exemplo e tornar obrigatório a igualdade salarial, ou seja, exigir das empresas processos seletivos que visam a equidade e a meritocracia. Ademais, desconstruir (por meio de estudos sociais nas escolas) o esteriótipo do que é adequado para a mulher e torná-la a protagonista de sua própria história. Assim sendo, poderia reduzir drasticamente o prazo de 100 anos dado pelo Fórum Econômico Mundial até atingir a igualdade de gênero no mundo.