A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/10/2019
O Segundo Sexo, livro de Simone Beauvoir, apresenta um existencialismo feminista que prescreve uma revolução moral. Como uma existencialista, de Beauvoir acreditava que a existência precedia a essência e, portanto, não se nasce mulher, torna-se. Sua análise foca no conceito hegeliano do “Outro”. É a construção social da mulher como a quintessência dos “Outros” que de Beauvoir identifica como fundamental para a opressão das mulheres. Tal contexto assemelha - se com o atual, na qual é induzida por mulheres no âmbito social uma discriminação de desigualdade e muitas vezes, uma banalização. Nessa perspectiva, deve-se avaliar como causas da disparidade salarial e, também, uma jornada dupla vivida pelas mulheres.
Mormente, segundo os dados do Ministério do Trabalho a participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro tem ganhado destaque principalmente nos últimos anos. Em 2007 a presença feminina representava 40,8% do mercado formal. Já em 2016, esse número subiu para 44%. Todavia, apesar do crescimento das mulheres no mercado de trabalho nos últimos anos, tem como grande desafio a diferença salarial entre homens e mulheres empostas pelas grandes empresas que oferecem cargos de mesma patente. Um exemplo interessante para que os brasileiros olhem com atenção e repensem algumas políticas trabalhistas é a Islândia. Em 2018, o País virou o primeiro a tornar a igualdade salarial obrigatória. A partir de agora é proibido que homens ganhem mais do que mulheres em órgãos governamentais e empresas do setor privado com mais de 25 funcionários. Os empregadores que não cumprirem com a lei irão arcar com multa.
Ademais, apesar desse crescimento, uma parte das mulheres ainda tem que passar por dificuldades que muitos homens não encontram, tais como o equilíbrio entre atividades domésticas versus o emprego fora de casa e a diferença salarial. Mesmo com desafios maiores, grande parte delas batalha diariamente para manter ou até mesmo criar seu espaço nas empresas.
Infere - se, portanto, que o estado tome providências para amenizar o quadro atual perante a desigualdade salarial, urge que o Ministério do Trabalho crie leis trabalhistas tendo em vista a Islândia, onde não haja desigualdade nos salários e os empregadores que não cumprirem com as leis deverão arcar com multas trabalhistas. Além disso o Estado deve criar novos centros trabalhistas que ajudem trabalhadoras e trabalhadores tocante a desigualdade salarial como forma de punir as empresas contratantes. somente assim será possível combater o preconceito que ainda perseguem ás mulheres no século XXI.
Afinal conforme afirmo rousseau " A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos"