A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 25/10/2019
A marginalização da mulher brasileira A Revolução Industrial, no século XVIII, foi um marco na emancipação da mulher, que antes se via tendo como função o cuidado com o lar e com os filhos e a partir desse período passa a ocupar cada vez mais espaço no mercado de trabalho. No Brasil, ao mesmo tempo que essa emancipação consolidou a mulher no mercado , elas ficaram a mercê de um lógica machista e patriarcal da sociedade, que configura em problemas, como, por exemplo, a iniquidade salarial e a dupla jornada de trabalho. Aspectos aos quais desestimulam a mulher proletária a focar na carreira profissional.
A isonomia, prevista na CLT( Consolidação das Leis Trabalhistas) e pela constituição cidadã de 1988, não é respeitada no Brasil. Ainda são maioria as mulheres em desigualdade salarial com os homens, elas são mais de 51% da população, compõem 44% dos empregos no país, mas ainda ganham 15% a menos do que os homens, segundo dados do Ministério do Trabalho. Esses dados são ainda mais preocupantes se considerar a realidade da maioria das brasileiras que trabalham na informalidade e ocupam os postos considerados mais inferiores, os de menor remuneração.
Em “quarto de despejo”, livro diário de Carolina Maria de Jesus, retrata a vida marginal da autora e de seus filhos na favela do Canindé, São Paulo, atual marginal do rio Tietê. Em seus relatos expõem a realidade da mulher negra e favelada que além do seu trabalho informal e da baixa remuneração, como catadora de lixo, tem o dilema de cuidar de seus filhos sozinha numa sociedade extremamente desigual, machista e patriarcal. Apesar desse espectro ser bem mais comum entre mulheres negras, que são marginalizadas num processo que vem desde o inicio da escravidão no Brasil, há um fator que as mulheres num todo compartilham, a dupla jornada de trabalho. Segundo pesquisa do IPEA( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que analisou dados do Pnad( Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) as mulheres em média trabalham 7,5 horas a mais que os homens por semana. Isso devido a segunda jornada em casa, do cuidado com o filho a limpeza da casa, que recai totalmente sobre elas.
Tendo em consideração o que foi dito, para resolver o problema da desigualdade entre gênero se faz necessário um enfrentamento do poder Legislativo junto ao Ministério do trabalho reafirmando e pressionando a aplicação das leis já previstas na constituição. Em comunhão precisa-se que o Ministério da Educação, escola, sociedade e ONG’s ligadas ao enfrentamento da desigualdade salarial trabalhem juntos entorno de oficinas voltadas a adolescentes, futuras mulheres no mercado de trabalho, para darem dicas para crescerem, postura, formas de se mostrarem sempre solicitas e capazes, o que fazer quando identificarem diferença salarial e, principalmente, como denunciarem esse problema.