A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/02/2020
Na prestigiada série espanhola, “La Casa de Papel”, é retratada a liderança feminina frente ao patriarcado, ocupando posições de comandantes e investigadoras. Fora da ficção, esse poderio feminino está distante da realidade das mulheres, principalmente, no cenário do mercado de trabalho. Evidencia-se, então, que não só a visão ancestral inferiorizadora, mas também o preconceito afastam a equidade entre os gêneros na ocupação profissional.
A priori, pode-se assegurar que o patriarcado possui raízes históricas, haja vista que em Atenas, na Idade Antiga, a função da mulher era procriar e realizar serviços domésticos, enquanto os homens eram os responsáveis pela subsistência da casa. Assim, a discrepância entre os gêneros propaga-se até no hodierno, por meio de remunerações inferiores e poucas oportunidades de ascensão profissional. De fato, observa-se, então que o 5º Artigo da Constituição brasileira, “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, é contraposto.
Nesse viés, o abismo entre homens e mulheres restringem a equivalência. Sob esse ângulo, o preconceito retrocede alguns avanços conquistados por elas, como exemplo várias mulheres não obtêm trabalho devido à possibilidade delas engravidarem, dado que as empresas teriam gastos, tais como a licença-maternidade remunerada, confirma a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Em voga, ações são urgentes à desconstrução desse cenário.
Torna-se visível, portanto, que a discrepância entre os gêneros é problemática, logo é fundamental reflexões críticas. Faz-se necessário, assim, que a CLT imponha um número, equivalente, de homens e mulheres nas empresas e uma quantidade miníma de grávidas para comporem o corpo profissional da empresa. É indispensável, que esse, também, tabele os salários, de cargos iguais, a fim de evitar o desprezo e assegurar a competência feminina. Com tais implementações o preconceito às mulheres poderá ser uma mazela passada na história brasileira e o patriarcado desmanchado, como em “La Casa de Papel”.