A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 13/02/2020

No livro Sapiens: Uma breve história da humanidade, o escritor Yuval Harari relata que a persistente posição de submissão da mulher está pouco relacionado à força física ou comportamento agressivo dos homens. De fato vale lembrar que as principais posições de ascensão na sociedade moderna pouco se relaciona com força física ou instinto agressivo. Sob essa perspectiva é válido relacionar a desigualdade de gênero nas mais variadas esferas da sociedade moderna à fatores como: Preconceito, impunidade e mitos históricos que dão continuidade a essa formação desigual.

Primeiramente, cabe citar que do ponto de vista histórico a sociedade nunca esteve tão alerta para atos lesivos às minorias. Nesse contexto, a ascensão da ideologia feminista foi de grande valor para o público feminino da sociedade brasileira. esse fato se reflete na regulamentação de leis, antes inexistes, que  criminalizam comportamentos misóginos, preconceituosos, além do assédio físico e moral. Além disso, a mulher brasileira vem alcançando cada vez mais representatividade, tendo chegado ao cargo de Presidente da República em 2011.

No entanto, apesar das conquista, o mercado de trabalho brasileiro ainda pode se mostrar bastante injusto com relação à diferença de Gênero. Segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), em 2016 o percentual de mulheres formalmente empregadas eram de 44%, três pontos percentuais superiores à 2007. Apesar de relatar crescimento da presença feminina no mercado, esses dados não inferem conclusão alguma sobre as condições de trabalho. Assim, fatores como o assédio o assédio no ambiente interno das empresas, crença popular de que a mulher tem a obrigação exclusiva de arcar com os deveres do lar e que são incapazes de realizar tarefas complexas tornam-se entraves ao sucesso profissional das mulheres.

Dessa forma, a sociedade brasileira deve estar atenta, não só à quantidade de mulheres ocupando vagas no mercado de trabalho, mas também da qualidade de vida do público feminino. Para isso, cabe ao Governo preconizar, por meio de vagas exclusivas, o ingresso de mulheres em cargos de representatividade no poder público. Além disso, a mídia pode elaborar projetos que visam a divisão igualitária nas tarefas do lar, que serão divulgados por meio de propagandas. Assim, esse grupo minoritário poderá ser representado com mais empatia, além de usufruir de mais algumas horas por dia para preparo profissional e lazer.