A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 25/04/2020
Atualmente, o número de mulheres empregadas cresceu bastante em relação há tempos atrás, mas ainda existe um desequilíbrio de salários e de mulheres empregadas em relação aos homens. Apesar das mudanças ainda é um desafio esse cenário. As pesquisas mostram a diferença na quantidade de mulheres empregadas em contra partida dos homens que tem mais facilidade de conseguir um emprego.
As mulheres brasileiras ainda recebem em média 70% do salário que os homens ganham para executar as mesmas tarefas, nos mesmos postos de trabalho. Além disso, as condições de trabalho e a hierarquia nas instituições ainda desfavorecem as mulheres em relação aos seus colegas do sexo masculino. Os cargos de chefia ainda são exercidos, na maioria dos setores, por homens, mesmo em profissões tidas como historicamente femininas.
Um dos fatores preponderantes para a conservação desse quadro desigual envolve aspectos históricos, culturais e sociais. As mulheres continuam sendo as principais responsáveis pelas tarefas domésticas, cuidado com os filhos e demais responsabilidades familiares. A mulher continua acumulando papéis, mesmo quando inserida com sucesso no mercado profissional. Conciliar a vida profissional e as atividades da vida pessoal ainda é um desafio muitas vezes impossível para as mulheres trabalhadoras.
Deste modo, é imperiosa a ação do poder legislativo brasileiro para a abolição da desigualdade de gênero no Brasil. O órgão legislativo deve conceber leis que garantam a oportunidade igualitária em todos os níveis e profissões, como obrigatoriedade do mesmo salário em todas as funções e desconto fiscal para empresas que possuam majoritariamente mulheres em cargos de todos os níveis principalmente os de alta hierarquia, visando à reparação histórica machista.