A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 10/03/2020
Na obra “As costureiras”, de Tarsila do Amaral, têm-se o retrato de várias mulheres costurando em volta de uma mesa. Ao se fazer uma analogia entre a pintura e o cenário feminino na área trabalhista, é evidente que os homens sempre tiveram maior destaque por serem considerados superiores. Ora, ainda há uma atmosfera de ignorância acerca da igualdade de gênero.
Essa problemática deriva, a priori, da influência do ambiente familiar na conduta e pensamento do indivíduo. Na série Brilhante Futebol Clube, a personagem principal -Rita- foi educada desde pequena que meninas devem brincar de boneca enquanto os meninos podem fazer o que quiserem. O seriado enfoca na luta feminina ao qual mesmo sendo mais qualificada que o homem, da mesma forma continua sendo rebaixada. Logo, a realidade apenas será igualitária quando o caleidoscópio familiar transmutar para essa nova mentalidade.
Ademais, a pífia ação do empresariado corrobora para a permanência desse quadro. De acordo com o IBGE, as diferenças de salários e cargos entre gêneros é sempre benéfica para o masculino , sendo que o feminino que tem uma frequência escolar superior. Dessa forma, ainda há um preconceito evidente na forma como as empresas avaliam o currículo do candidato, sendo o crucial o gênero e não a competência.
A fim de mitigar a problemática acerca da disparidade masculina no âmbito profissional por historicidade. É imprescindível que a família busque debater sobre o assunto por meio de conversas e demonstrações de atitudes a fim de mudar a mentalidade patriarcal. Outrossim, as empresas devem procurar estabelecer um quadro em que será avaliado apenas as competências por intermédio de um programa ao qual não mostre os dados pessoais do indivíduo, para dessa forma haver justiça na escolha do profissional. Assim, a obra de Tarsila do Amaral vai apenas ser um retrato do cenário passado, por conta da quebra do paradigma de que mulheres não devem fazer o mesmo dos homens.