A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 28/03/2020
Cunhado na antiguidade clássica, o termo “isonomia” significa igualdade de todos perante a lei. Todavia, apesar, apesar de se tratar de um conceito antigo, foram necessários quase dois milênios para que essa noção fosse estendida à participação feminina no mercado de trabalho, direito ainda não gozado apropriadamente no Brasil. Diante disso, urge a necessidade de se contornar essa problemática, fruto de uma visão obsoleta, incompatível com a atualidade.
Sabe-se que um bom desenvolvimento do setor secundário da economia é condição essencial para o progresso de uma Nação. Atualmente, estando entre as principais economias mundiais, é racionar crer que, no Brasil, envida-se grande esforço em prol da causa. Conquanto, a realidade não é bem essa e esse contraste é evidenciado pela corriqueira preterição de mão de obra feminina qualificada devido ao preconceito sexista. De acordo com Maristella Lanuz, consultora da ONU Mulher Brasil, 50% dos lares brasileiros são sustentados por mulheres, que se veem obrigadas a buscar outras alternativas ao serem empurradas de seu cargo.
É necessário, ainda, salientar que a educação de base tem papel primordial na solução do impasse. Desde cedo, devem ser transmitidos a crianças e adolescentes ideais de justiça e igualdade.Assim, no futuro, existirão adultos com consciência social mais apurada, em conformidade com os dizeres da ativista social norte americana Helen Keller: o resultado mais sublime da educação é a tolerância.
Destarte, Cabe ao Ministério da Educação o desenvolvimento de palestras para alunos de ensino médio e universidades, com o intuito de alertar os estudantes acerca do ônus advindo da segregação profissional. Deverão participar dos eventos especialistas no assunto da rede pública e privada e vítimas de sexismo que se voluntariarem. Ademais é importante que as atividades sejam transmitidas na internet para aumentar o alcance ao conteúdo. Espera-se, assim, uma melhora substancial para as próximas décadas.