A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 31/03/2020
Mulheres são mão de obra barata no Brasil. O gênero masculino é predominante na política brasileira. Mulheres devem ocupar apenas cargos domésticos. Homens são mais aptos para exercerem funções públicas. Esta é a realidade da maneira de pensar da maioria dos brasileiros quanto ao lugar da mulher no mercado de trabalho, imagem esta que deve ser combatida.
Em primeiro lugar, culturalmente, no Brasil, apesar de ser muito discutida e combatida, há a imagem de que a mulher deve exercer funções relacionadas ao lar e à características reprodutivas e, portanto, empregos como diarista e babá são papel da mulher na sociedade, o que é um pensamento equivocado. A comprovação disso se deve à Primeira Guerra Mundial, onde as mulheres, com a ausência dos homens, conseguiram exercer funções públicas da mesma maneira que os indivíduos do sexo masculino. Sendo assim, um pensamento mais igualitário é necessário na sociedade brasileira.
Cabe salientar, outrossim, que a predominância masculina em cargos políticos no Brasil é uma realidade, o que é muito ruim já que a presença da mulher na política é essencial para aumentar sua influência. Isto se revela realidade através de dados como o da Inter-Parliamentary Union, que nos mostra que pouco mais de 10% dos deputados federais no Brasil são mulheres, o que é um número muito baixo quando comparado à Espanha que tem 39,1% ou à Alemanha que tem 37%. Desta maneira, é necessário maior incentivo à presença da mulher na política.
Desta forma, cabe ao Ministério Público do Trabalho promover ampla divulgação midiática como propagandas em canais abertos, artigos em revistas e jornais e, principalmente, através da internet, para que os pensamentos feministas em relação à igualdade de gênero no trabalho tenham maior influência na sociedade.