A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 05/04/2020

No filme americano “Histórias cruzadas”, a protagonista Skeeter, que possui o sonho de ser escritora nos anos 1950, é cobrada quanto ao seu futuro, que segundo sua mãe, a jovem precisa arrumar um marido, não um emprego, como suas amigas todas casadas e com filhos. Nesse tocante, a realidade não se distância das telas, ainda nos tempos atuais as mulheres são diariamente cobradas sobre quando vão conseguir um marido, não quanto a sua carreira profissional, ideia advinda de uma sociedade notoriamente patriarcal. Não obstante, ainda se possui a ideia de inferioridade do trabalho realizado pela mulher, dito muitas vezes como “insuficiente”. Acerca dessa lógica, medidas socioeducativas são necessárias ao combate á essa mentalidade da sociedade brasileira.

Destarte dessa ideia, assim com Skeeter, a realidade da mulher na sociedade foi por muitos anos de cobrança em relação a construção de uma família, não de uma carreira profissional. De fato, a mulher tem ganhado uma notória representatividade no mercado de trabalho, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial, quando os maridos tinham que ir lutar nas batalhas, as mulheres tinham que garantir o sustento para os filhos, sendo introduzidas em fábricas e escritórios, mesmo impelidas diariamente com comentários machistas. Sob essa óptica, com o passar dos anos, a mulher ganhou representatividade substancialmente, mas ainda sim, são notórios os comentários de cunho preconceituosos aos seus trabalhos. Nessa conjuntura, é de suma importância manifestações sociais que mudem esses fatos.

Outrossim, o trabalho realizado pela mulher ainda é visto como inferior em relação ao desempenhado pelos homens. Acerca dessa lógica, o número de mulheres como grandes representantes de empresas ainda é baixo, segundo a revista Época Negócios em um estudo de consultoria mostra que, “Há apenas uma mulher em cargo de chefia para cada 10 homens”. Desse modo, a representatividade da mulher é um fato muito cobrado na sociedade, mas na realidade, ainda está longe de possuir uma isonomia entre os gêneros neste ramo. Logo, o desenvolvimento de políticas de representatividade são necessárias.

Portanto, com fito de solucionar o percalço, o Governo junto ao Ministério da Educação, deve desenvolver programas dentro das escolas, que mostrem aos mais jovens a valorização da equidade entre os gêneros, com atividades lúdicas que busquem o combate ao machismo nas futuras gerações. Ademais, o Ministério das Comunicações deve desenvolver palestras gratuitas em locais públicos, com representantes de diversos ramos profissionais, que atestem para todas as camadas sociais e idades, a força e a luta pela representatividade das mulheres e seu reconhecimento no mundo profissional, buscando uma conscientização e combate ao patriarcalismo presente. A luz dessas considerações, o mercado de trabalho e a sociedade brasileira, podem vir a ter uma maior equidade entre os gêneros.