A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/04/2020

O Brasil, desde seus primórdios colonias criou em sua estrutura social os pilares de uma sociedade patriarcal, na qual a figura da mulher sempre foi tarjada de forma desigual e preconceituosa. Tendo como reflexos desse evento, hoje, por mais dos diversos avanços conquistados pelas mulheres diante a diversos fatores, a dificuldade de ascensão e conquistas no mercado de trabalho é algo que afeta diretamente nossa sociedade, evidenciando o problema que vivemos atualmente.

Mesmo com a influência que o feminismo ganhou na estrutura mundial depois da Revolução Francesa e a garantia de direitos tais como o voto, as mulheres só vieram a ganhar, de modo geral, grande destaque no mercado de trabalho com a Primeira Revolução Industrial, na qual deixou aos poucos o ambiente doméstico e passou a ascender em meio as indústrias. Não tão distante, no Brasil, a evolução da mulher no mercado de trabalho também ocorreu de forma gradual e enfrentando diversos preconceitos. Por muito tempo pode-se observar essas disparidades em diversas formas, como em obras literárias, por exemplo a obra “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo, que trás a imagem antagônica de duas figuras femininas, a doméstica, representada pela grande parte da sociedade, e da trabalhadora, representada pelas lavadeiras, como Rita Baiana, figura de destaque quando se trata de empoderamento e liberdade.  Evidenciando-se assim que a problemas relacionados ao mercado de trabalho feminino não é um problema atual na sociedade brasileira.

Contudo, atualmente pode-se observar um aumento significativo no número de entrada de mulheres no mercado de trabalho, mesmo com a luta ainda existente contra diversos pontos negativos existentes nesse meio. Um dos assuntos mais importantes quando em questão o assunto, é a relação entre trabalho e salário, na qual é de grande necessidade destacar a desvalorização do trabalho feminino, pois mesmo com profissionalização igual ou superior a de homens do mesmo cargo, muitas ainda, de modo geral, recebem menos e de forma desproporcional que homens. Esse problema trás diversas consequências dentre as principais o aumento do preconceito sobre o trabalho feminino e, também, a desmotivação de futuras mulheres que irão vir a entrar na busca por empregos.

Posto isso, para que haja uma melhoria quanto as condições negativas presente no mercado de trabalho feminino brasileiro, é dever do Estado, consolidar o código trabalhista, por meio da criação de uma lei mais rigorosa que exija por parte das empresas, de modo geral, uma igualdade salarial e também de oportunidade para a classe feminina. Contando como meio de viabilização da ação a fiscalização não só popular quanto profissional. Tendo assim como possível efeito, o início do combate as consequências de um passado machista, trazendo melhores condições às mulheres brasileiras.