A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 17/04/2020
Durante o romantismo no século XIX, as grandes obras literárias retratavam a figura da mulher como símbolo de objetificação por parte dos homens e inferiorização do papel feminino no contexto social em que as personagens eram submetidas. Nesse contexto, na sociedade contemporânea ainda se encontram resquícios desses costumes arcaicos em relação a atuação da mulher brasileira no mercado de trabalho, visto que se obtém a visão de superioridade masculina nos setores de trabalho. Diante disso, faz se necessário a análise das condições em que as trabalhadoras brasileiras estão submetidas.
Em primeiro plano, com o advento da Revolução industrial a necessidade de uma mão de obra com baixo custo, possibilitou a contratação de mulheres que necessitavam complementar a renda familiar. De acordo com os dados estatísticos realizados por Thompson e Hobsbawm, no ano de 1838, o total de operários em uma fábrica de tecidos na Inglaterra eram de 23% homens e 77% mulheres, evidenciando-se o predomínio de mão de obra feminina na indústria têxtil inglesa, cabendo assim uma reflexão bastante pertinente: como essas mulheres eram vistas pelos seus patrões, pelos operários do sexo masculino e pela sociedade?.
Para Perrot (2005), as operárias eram consideradas como “dóceis” pelos patrões, fáceis de manipular, acostumadas a obedecer. Essa visão era reforçada pela fraca organização sindical feminina. As tentativas de greve organizadas pelas operárias tinham pouca adesão feminina e quase nenhuma masculina, sendo rapidamente dispersadas. A mão de obra feminina era monetariamente desvalorizada e, portanto, altamente lucrativa para o seu empregador. análogo a tais aspectos, nos dias atuais segundo os dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres ainda ganham cerca de 20,5% a menos que os homens exercendo a mesma profissão, corroborando com o problema de desigualdade de gênero presente nesses setores.
Portanto, fica claro que o papel da mulher no mercado de trabalho é deveras importante para a construção da sociedade. Por isso, o governo brasileiro deve investir em leis que estabeleçam a igualdade salarial dos gêneros, diminuindo o problema de desigualdade entre os sexos no ambiente de trabalho. Por fim, a mídia - juntamente com o governo - deve conscientizar a sociedade sobre a importância de elevar a posição feminina no contexto social através de manifestações pacíficas nas ruas e palestras em escolas e universidades.