A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 22/04/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero e ao bem estar social. Entretanto, a baixa oportunidade das mulheres brasileiras no mercado de trabalho impossibilita que elas desfrutem desse direito universal. Diante dessa perspectiva, convém analisar os fatores que contribuem para essa problemática.

Em primeiro plano, a educação é um fator importante no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, consequentemente seria racional acreditar que existe um ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido na desigualdade na oferta de empregos no mercado de trabalho. Durantes anos a mulher lutou para conseguir usufruir dos mesmos direitos dos homens, hoje elas  conseguiram um espaço significativo no mercado de trabalho. Porém, de acordo o ministério do trabalho, houve um acréscimo de aproximadamente 3,2% do número de mulheres no ramo trabalhista do ano de 2007 até 2016, é um número inadmissível para um período de 10 anos.

Faz-se mister, salientar a herança de uma sociedade machista como impulsionador destas desigualdades. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é de grande urgência que a sociedade se questione e não aceite a negligência do poder público diante das grandes diferenças salariais entre homens e mulheres nos dias atuais.

Em síntese, mudanças são necessárias nas condições de trabalho e a discriminação deve ser atenuada. Para a minimização dos problemas decorrentes, urge que o Ministério da Economia (ME) em conjunto com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que incentive o debate sobre o tema e advirta os cidadãos dos problemas causados, sugerindo ao telespectador criar o hábito de debater sobre temas históricos e aprender com o passado. Somente assim, será possível reverter essa situação, além de promover socialmente as mulheres.