A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 18/04/2020

O desempenho do ser humano em plantar sementes e produzir frutos que são e serão colhidos por as gerações, em especial no mercado de trabalho, tem trazido um desafio de renovação cultural, nos hábitos e tradições herdados e aperfeiçoados por cada uma delas. Dentro desse aspecto, surge a figura feminina na disputa de espaço e de igualdade entre os chamados sexo “frágil” e sexo “forte”. Nesse sentido temos vários problemas enraizados na sociedade machista, neste caso, a brasileira. O preconceito com a profissional feminina que adentra no mercado de trabalho, ainda dominado pelo homem, torna-se um desafio a mais a ser vencido por estas guerreiras empoderadas. Dois gigantes para serem derrotados nessa batalha pela igualdade e pelo reconhecimento: o primeiro deles é a falsa argumentação de que funções quase predestinadas ao sexo masculino não podem ser desenvolvidas por quem não tem testosterona suficientes para encarar o desafio imposto; o segundo é a retórica das tarefas que são atributos femininos nos quais o homem não pode desperdiçar sua superioridade. Este segundo ponto pode ser observado nas tarefas desempenhadas pelas donas de casa e que os homens, deitados no sofá, não levantam para ajudar pois sua função é mais importante.

As mulheres viveram muito tempo presas a paradigmas que impunham uma conduta exigida de uma boa moça que deveria se preparar, unica e exclusivamente, para casarem, terem filhos e cuidarem de suas casas. Tal sistema ainda sobrevive nos dias de hoje, principalmente em menos desenvolvidas, por exemplo: nas zonas rurais. Mas, conforme o tempo passa, tal paradigma se dilui. Após primeira e segunda revolução industrial as mulheres entraram com mais força no chamado mercado de trabalho para suprir as altas demandas e durante a primeira e segunda guerra mundial quando as mulheres foram obrigadas a trabalhar nas fabricas para alimentar os soldados que estavam nos campos de batalhas.

Nas ultimas décadas pesquisas mostram que as mulheres então cadas vez mais ingressando em faculdades e já representam quase cinquenta por cento desse mercado, segundo SBCoaching. Com tudo é evidente que a mulher, com as mesmas qualificações e experiencias, continua recebendo menos quem os homens. Em média recebem  cerca de setenta e quatro por cento do salario realizando as mesmas funções. Para contornar este problema muitas mulheres estão abrindo seus próprios negócios com o fim de estabelecer um mercado mais justo.

É inadmissível que ainda hajam patrões que pagam os salários não equivalentes as funções desenvolvidas, mas pelo sexo de quem as desenvolve. Para isso a mulheres precisam a cada dia de mais empoderamento e, por meio disto, exigir de todos os seus justos e conquistados direitos.