A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/04/2020
Segundo a Mitologia Grega,Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra ao longo da subida de um morro eternamente.Todos os dias,ele atingia o topo do rochedo,mas vencido pela exaustão,deixava a rocha retornar ao início.Sob esse viés,assim como Sísifo,as mulheres enfrentam uma luta diária por inserção plena no mercado de trabalho.Dessa forma,essa problemática tem como bases a negligência estatal,bem com a construção histórica deturpada.Logo,faz-se mister medidas para mitigar essa situação.
A priori,historicamente,o Poder Público brasileiro não investe de maneira efetiva para resolver esse impasse.Em suma,Zygmunt Bauman-sociólogo polonês-exibe na sua obra ´Retrotopia´que o Estado,de maneira intencional é o principal causador de impetuosidades,visto que não oferece políticas públicas suficiente para manter a paridade salarial entre homens e mulheres.Além disso,não oportuniza ampliação de cargos que possa inserir as mulheres de forma vasta no mercado de trabalho.Em consequência disso,há a transgressão da Constituição Federal,uma vez que deixa de garantir o direito a igualdade,inviabilizando tal mecanismo jurídico.Ilustra bem,dados que revelados pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estática)que no Brasil os cargos gerenciais (públicos ou privados) são ocupados por apenas 39,1% pelas mulheres.
A posterior,a omissão social é fator determinante para essa conjuntura.Evidencia-se,que o ´Determinismo Geográfico´ induz que o meio o qual o indivíduo está inserido determina seu papel e seu comportamento perante a sociedade,uma vez que desde da colonização brasileira as mulheres tem problemas para serem inseridas no âmbito trabalhista .Diante do exposto,percebe-se que por fatores históricos o gênero feminino possui minoria como representatividade,e com promove a elevação de preconceitos e criando esteriótipo que o sexo feminino deve só cuidar do afazeres doméstico.Por conseguiente gera-se um círculo vicioso,uma vez que esse comportamento tende a ser inserido devido a vivência em grupo.Exemplifica bem,que duas em cada dez mulheres disseram já ter sofrido preconceito ou discriminação no ambiente de trabalho por serem mulheres, o chamado sexismo.
Diante do supracitado,é indubitável ações para remodelar os fatores políticos e sociais.Sob essa ótica,o Poder Executivo através do Ministério do Trabalho,devem lançar deliberações que promovam a isonomia salarial e condições de salubridade nos ambientes trabalhistas,através de campanhas-alterando a Lei de Diretrizes Orçamentarias- em empresas e no espaço político que exija que metade dos representantes sejam mulheres;a fim de supera tal celeuma.Assim,essa realidade distanciar-se á do mito e as mulheres vencerão o desafio do Deus do Trovão.