A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 12/04/2020
No linear histórico, na Grécia Clássica, viu-se que na cidade de Esparta, as mulheres tinham uma liberdade maior do que as outras pólis gregas, porém elas não podiam trabalhar fora de casa. A partir desse pressuposto, é evidente que a mesmo com a superação de tal pensamento, se mantém resquícios dessa ideologia, uma vez que existe empecilhos na mulher brasileira no mercado de trabalho. Dessa forma, essa problemática tem como bases fatores estatais e o modelo capitalista. Em primeiro plano, de acordo com Zygmunt Bauman, filósofo polonês, no livro “Retrotopia”, diz que o Estado de maneira intencional, influencia a ocorrência de impetuosidades. Dessa forma, é notório falhas na educação brasileira, já que existe na sociedade um forte pensamento machista, na qual esse ideal defende a superioridade do homem. Por conseguinte, ocorre a transgressão do artigo 5º da Constituição Federal de 1988 que garante a todos o direito à igualdade. Ilustra bem isso que as mulheres recebem 20% a menos do que os homens exercendo o mesmo cargo, segundo o G1. Em segundo plano, sob a perspectiva de Nietzsche, filósofo prussiano, em sua obra Moral do Rebanho, o homem ignorante tende a seguir as ideologias de um grupo que representa a maioria. Sob esse viés, nota-se que o modelo capitalista é fator determinante. Com efeito, é perceptível que o capitalismo visa apenas o lucro, com isso as mulheres perdem espaço no mercado de trabalho pelo fato de engravidar, assim gerando prejuízos para as empresas. Em consequência disso, ocorre a criação de preconceito com a figura feminina exercendo um alto cargo. Exemplifica isso, que apenas 30% desse gênero atua em cargos de alta relevância. Portanto, diante do supracitado urge a necessidade de lançar luzes para remodelar esse cenário. Assim, é dever do Estado ampliar o setor educacional mediante o aumento de investimentos - o qual será possibilitado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias- a fim de acabar com o ideal machista e tendo como intuito que as mulheres ganhem mais espaço no mercado de trabalho. Dessa maneira, com a tomada dessas atitudes irá haver o fim do pensamento da Grécia Clássica.