A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 13/04/2020
No livro O conto de Aia de Margaret Atwood, remete um tempo distópico em que O’fred, a protagonista/narradora, conta sobre o mundo em que vive, todas as mulheres perderam seus direitos e não possuem liberdade. Vivem em uma cidade totalmente teocrática e patriarcalista, cujo único objetivo/trabalho de Aia é ser escrava sexual, seguindo totalmente as palavras Dele (Deus), e por ser do gênero masculino. Fora da ficção, não é incomum vermos mulheres sendo agredidas e negados os seus direitos, por alguns serem sexistas, acabam não deixando as mulheres trabalharem por conta de seu gênero.
Primordialmente, os direitos trabalhistas devem-se aos direitos de todos, não beneficiando melhor nenhum lado - isso em teoria do que deveria ser -, mas na realidade, os homens na sociedade acabam aderindo a ideia de que tem uma soberania maior do que as mulheres, tendo seus direitos em vigor melhores do que os delas. No entanto a probabilidade de termos uma sociedade patriarcal existe. Assim como ocorreu em o “O conto de Aia”, as mulheres em geral, foram perdendo seus direitos, tanto no arbitro trabalhista, quanto na liberdade.
Ademais, o mercado de trabalho no Brasil para as mulheres, normalmente a sociedade impõem que as mulheres servem apenas para o trabalho doméstico - o que não é verdade. No trabalho empresarial, por exemplo, em alguns casos, ocorre a desigualdade no salário, equiparado a do homem, e, muitas vezes, ocorre o preconceito e/ou racismo. Podendo até ocasionar ao suicídio.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o sistema atual, por urge da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a proporcionar direitos igualitários a todos(as) os(as) trabalhadores(as) em geral, e , por meio de verbas governamentais, gerar campanhas publicitárias para que a sociedade perceba a desigualdade e o grau de preconceito que existe. Entretanto, se algo não ser feito nesse quesito, há chance de os direitos trabalhistas desiguais permanecerem, e se solidificarem como vistas e " O conto de Aia".