A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2020
O papel ocupado pela mulher no mercado de trabalho nem sempre foi de muito destaque. Durante muito tempo elas tinham suas funções limitadas ao trabalho de casa e cuidado aos filhos e maridos. Porém, esse tipo de tratamento às mulheres começou a mudar com a Revolução Industrial no século 18. As mulheres passaram a ser inseridas no mercado de trabalho, mas com um salário inferior ao dos homens. Com o tempo seus direitos foram desenvolvidos e, como é visto hoje, muitas mulheres têm suas próprias empresas e negócios. A inserção cada vez maior da mulher no campo do trabalho é feita pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais.
Segundo uma pesquisa do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), junto a dados do Ministério do Trabalho, em 2007, cerca de 40,8% das mulheres estavam no mercado de trabalho. Já em 2016, esse número aumentou para 44%. Apesar do crescimento das mulheres no trabalho, muitas ainda passam por dificuldades, como ajustar o trabalho doméstico ao emprego fora de casa e pela passagem por muitas batalhas para conquistar seus lugares nas empresas que trabalham.
Rendimento e disponibilidade de horas de trabalho são elementos que permanecem desiguais entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Segundo pesquisa do IBGE, as mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana do que os homens. Dados como esses ajudam a explicar porque o número de mulheres que ocupam trabalhos parciais representa o dobro dos homens, já que os mesmos, sendo em minoria atualmente na área de trabalho, tem mais direitos de um salário parcialmente maior do que o das mulheres.
Apesar do cenário complexo e desigual, as mulheres têm lutado para conseguir seu espaço no mercado de trabalho. Uma das áreas consideradas decisivas para diminuir as discrepâncias entre homens e mulheres no mercado de trabalho é a política. Mas muita coisa mudou desde que Carlota Pereira de Queirós se tornou a primeira deputada, em 1934. A partir daí muitas outras mulheres passaram a ocupar cargos eletivos. Se antes, as mulheres não eram permitidas nas universidades, hoje elas são maioria em muitos dos cursos.
Mudanças são necessárias nas condições de trabalho. A melhor coisa a se fazer é proporcionar às mulheres mais oportunidades de emprego e nivelar o salário das mesmas aos dos homens. Para minimizar outros problemas, o Ministério da Economia (ME), junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) deve criar, por meio de verbas, campanhas publicitárias de comunicação para incentivar o debate e mostrar aos cidadãos os problemas da desigualdade. Só assim, será possível reverter a situação e promover socialmente as mulheres no mercado de trabalho.