A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/04/2020

No Brasil, é crescente a participação da mulher no mercado de trabalho e é perceptível o aumento de sua importância na economia. É progressiva também a responsabilidade feminina no sustento da família e destaque profissional em diversos setores. Entretanto, as funções exercidas, os cargos e as remunerações dessas mesmas mulheres ainda se encontram em defasagem considerável quando comparados com os dos homens.

As ocupações socialmente associadas às mulheres são aquelas que derivam do histórico papel social da “mulher cuidadora”. Essas profissões possuem status social e remuneração inferiores. Na saúde, por exemplo, as auxiliares e técnicas de enfermagem (cargos com menor remuneração) são em sua maioria mulheres, já os médicos cirurgiões são em sua maior parte homens e possuem valorização social e remuneração infinitamente superiores. Essa discrepância ocorre em quase todos os setores.

Um dos fatores preponderantes para a conservação desse quadro desigual envolve aspectos históricos, culturais e sociais. As mulheres continuam sendo as principal responsáveis pelas tarefas domésticas, cuidado com os filhos e demais responsabilidades familiares. A mulher continua acumulando papéis, mesmo quando inserida com sucesso no mercado profissional, conciliar a vida profissional e as atividades da vida pessoal ainda é um desafio muitas vezes impossível para as mulheres trabalhadoras.

Alternativas para a diminuição do abismo que ainda separa homens e mulheres no mercado de trabalho podem vir de políticas públicas que priorizem abertura de vagas e ampliação do número de pré-escolas , creches e escolas em tempo integral. Além disso, é necessário e inadiável nutrir o debate e a desconstrução dos papeis sociais de gênero a fim de edificar um mercado de trabalho e uma sociedade mais igualitários em condições e oportunidades para homens e mulheres.