A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2020
São diversas as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social, constituindo, a partir daí, as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade.
A princípio, as mulheres sofrem essa desigualdade a muito tempo, pois suas funções antigamente se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Mas este fato começou a ter mudança a partir da segunda metade do século XVIII com a Revolução Insdustrial, onde as mulheres começaram a ajudar nas indústrias, como mão de obra barata, e isto inseriu definitivamente a mulher na dinâmica produtiva. Porém a diferença salarial era grande, as mulheres recebiam 60% dos seus salários a menos que os dos homens.
Por conseguinte, com o avanço e crescimento da industrialização no Brasil, ocorreram a transformação da estrutura produtiva, o contínuo processo de urbanização e a redução das taxas de fecundidade nas famílias, proporcionando a inclusão das mulheres no mercado de trabalho. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) realizada pelo IBGE em 2007, a população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres.
Apesar da diferença salarial entre homens e mulheres hoje em dia ter diminuido, ainda existe descriminação nessa sociedade patriarcal, em que uma população machista pensa que só os homens devem suprir a casa. Pesquisas afirmam que as mulheres se sobressaem mais que os homens no mercado de trabalho, entretanto por causa do preconceito de gênero, as mulheres pode estar exercendo a mesma função do homem mas o mesmo ainda ganha o salário maior.
Portanto, torna-se evidente que apesar da mulher se sobressair no mercado de trabalho, ainda existe preconceitos contra ela. Desse modo, cabe à sociedade civil, o apoio às mulheres e aos movimentos que protegem as mesmas e defendem os seus direitos, expondo a postura machista da sociedade. Além disso, passa a ser a função das instituições de educação promover aulas de Sociologia e História, que enfatizam a igualdade de gênero, por meio de palestras, materiais históricos, com o intuito de amenizar e futuramente acabar com o patriarcalismo.