A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/04/2020

No Brasil, está crescendo a participação das mulheres no mercado de trabalho e é muito notável o aumento da sua importância na economia. E também aumenta a responsabilidade das mulheres em sustentar a família e destaque profissional em diversos setores. Entretanto, o trabalho dessas mulheres ainda se encontram em desvantagem quando comparados com o trabalho que os homens efetuam.

As mulheres brasileiras ainda recebem em média 67% do salário que os homens ganham para fazer as mesmas tarefas, nos mesmos postos de trabalho. Além disso, as condições de trabalho ainda desfavorecem as mulheres em relação aos homens. Os cargos de chefe ainda são na maioria dos setores, por homens, mesmo em profissões tidas como historicamente femininas.

As ocupações associadas às mulheres são aquelas que derivam do histórico papel social da “mulher cuidadora”. Essas profissões são consideradas inferiores. Na saúde, por exemplo, as auxiliares de enfermagem (cargos com menor remuneração) são em sua maioria mulheres. Já os médicos cirurgiões são em sua maior parte homens e possuem valorização social infinitamente superiores.

Um dos fatores para desigual envolve história, cultura e social. As mulheres continuam sendo as principais responsáveis pelas tarefas domésticas, cuidando dos filhos e outras responsabilidades familiares. Conciliar a vida profissional e as atividades da vida pessoal é um desafio muitas vezes impossível para as mulheres trabalhadoras.

Alternativas para a diminuição do abismo que separa homens e mulheres no mercado de trabalho podem vir de políticas públicas que priorizem abertura de vagas e ampliação do número de pré-escolas, creches e escolas de tempo integral para estas mulheres terem onde deixar seus filhos. Além disso, é necessário um debate dos papéis sociais de gênero a fim de fazer um mercado de trabalho e uma sociedade com mais igualdade em condições e oportunidades para homens e mulheres.