A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2020
Antigamente, as mulheres eram vistas como domésticas, servindo apenas para cuidar dos filhos, da casa e do marido, enquanto o homem era quem podia sustentar a casa e fazer o ensino superior sem ser julgado. Nos dias de hoje, as mulheres podem fazer um ensino superior e trabalhar, infelizmente com algumas dificuldades, como, a diferença salarial e por não se “encaixarem” em alguns trabalhos supostamente “masculinos”.
Em primeiro plano, é indubitável que a herança histórico-cultural para com a mulher brasileira no mercado de trabalho esteja entre as causas do impasse. Haja vista que desde o início da civilização o papel de subordinada sempre foi delegado à mulher, causando sofrimento devido a opressão e discriminação em razão de seu gênero e pela maneira equivocada da sociedade compreender seu papel. Dessa forma, infelizmente, inúmeras mulheres são desrespeitadas em seu ambiente de trabalho. Porém, tal conceito deveria ser revisto pelo corpo social, tendo em vista que a mulher tem conquistado seu espaço e tem se tornado maioria em algumas carreiras. Prova cabal disso são os dados da Demografia Médica de 2018, que mostra que as mulheres representam 57,4% dos profissionais da área com até 29 anos.
Outrossim, destaca-se a hierarquização social como impulsionadora dos dilemas enfrentados pela mulher brasileira no mercado formal. Isso porque, embora a mulher tenha conseguido conquistar seus direitos, ainda encontra restrições para entrar em determinadas carreiras, pois muitos acreditam que ela deve exercer a função de cuidar da casa e da família, já os homens devem ocupar cargos de prestígio. Entretanto, o filme “Estrelas além do tempo”, vai em contrapartida com essa ideia, nele é contada a história real de 3 mulheres que trabalhavam na NASA e que tiveram um papel crucial na chegada do homem à lua, provando que as mulheres são capazes de exercer qualquer função.
Diante disso, é preciso que o Governo Federal cobre o cumprimento de leis que garantem a igualdade salarial por meio da fiscalização dos contra- cheques para diminuir a diferença salarial, sendo um exemplo dessa ação a fiscalização que é feita em países como Canadá por meio do comprovante de pagamento para garantir a igual entre homens e mulheres. Além disso, é necessário que as empresas não avaliem uma pessoa para uma vaga de emprego devido ao seu sexo e sim a sua capacidade de realizar a função desejada.