A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2020
Apenas o fato da introdução da mulher no mercado de trabalho ter ocorrido só com a I e II Guerra Mundial, quando os homens iam para as batalhas e as mulheres passavam a assumir os negócios da família e a posição dos homens no mercado de trabalho, já é um grande problema em nossa história, uma mancha na humanidade, que não pode ser limpada. Caso pesquise: “Quando os homens começaram a trabalhar?” não encontrará um resultado tão facilmente, não há nem se quer um ano específico para datar esse acontecimento, o que só aumenta a mancha. Mas hoje em dia, a mulher tem direito ao trabalho. O problema enfrentado agora, é a diferença salarial.
A maior parte das pesquisas feitas mostram que a diferença salarial entre homens e mulheres é de 20%. Usando o futebol como exemplo, pesquisas apontam que Neymar ganha cerca de 175 vezes a mais que Marta, deve-se atentar que, Marta foi eleita a melhor jogadora do mundo seis vezes, e Neymar não levou o prêmio em nenhuma oportunidade no futebol masculino. As mulheres tiveram sua entrada no mercado há pouco mais de cem anos, o futebol feminino dá menos retorno que o masculino, e isso é uma consequência da entrada tardia da mulher no mercado. E isso acontece em todas as áreas do mercado. A pesquisa que aponta a diferença de 20% considera apenas os salários médios, ignorando função, formação e produtividade.
A sociedade deve ser igualitária respeitando as diferenças, uma vez Ronda Rousey disse que os chefes não a pagam por que querem ajudar as mulheres, e sim pagam o que ela traz de retorno. E não há verdade maior que essa, a resolução do problema das mulheres, deve ser resolvido com maior investimento num mercado mais feminino, para que ele evolua. Pois o problema está no no atraso do mercado, não no sexo. Se a mulher ganhasse menos considerando a produtividade, as empresas contratariam só mulheres. Então ou a sociedade não é machista, ou o capitalismo não busca o lucro, afinal pagaria menos se contratasse apenas mulheres.