A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2020
Com o avanço das Leis do Trabalho - que determinam a igualdade salarial entre trabalhadores, sem distinção sexual, racial ou de idade -, é notória a conquista dos direitos, em especial, por parte das mulheres, as quais, por um longo tempo, eram totalmente reprimidas por uma sociedade patriarcal e machista. Outrossim, essas repressões se evidenciam em diversas instâncias sociais, o que mostra a dificuldade de se conviver de forma justa e com similitude. Contudo, o problema se destaca no mercado de trabalho, uma vez que, nessa conjuntura, a mulher se vê amparada pela lei, mas é nessa mesma circunstância que não há o respeito a essas trabalhadoras e muito menos às leis trabalhistas em vigor.
Convém ressaltar, em primeira análise, que o patriarcalismo apresenta como conceito primordial a supremacia do homem nas questões sociais. A partir disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou em 2018, que os homens ganham, aproximadamente, 30% a mais que a população feminina, dessa forma, é notório que ocorre uma desvalorização delas, mesmo diante a um mesmo serviço prestado e a mesma carga horária; o que ocasiona na discriminação de gênero. Desse modo, Habernas, filósofo e sociólogo alemão, já enunciava que incluir não é somente trazer pra perto, mas também, respeitar e crescer junto com o outro; ou seja, as raízes históricas da mulher voltada apenas para cuidar da casa, criar os filhos e fazer comida, deve ser enaltecida, pois, elas são figuras de extrema importância para a formação de qualquer indivíduo e, portanto, não devem ser tratadas como incapazes de algum serviço.
Ademais, mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos. Em 2016, elas ainda recebiam o equivalente a 76,5% dos rendimentos dos homens. Uma combinação de fatores pode explicar essa diferença. Por exemplo, apenas 39,1% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres, certamente esse dado tem origem na insistente crença de que mulheres são menos capazes e na dificuldade masculina em se submeter as ordens dadas por elas, ou em reconhecerem que são tão capazes quanto.
Diante dos fatos supracitados, é essencial que medidas sejam adotadas para que não ocorra uma discriminação de gênero e, além disso, a população se torne mais igualitária. Para que isso advenha, o Ministério da Educação deve implantar nas instituições escolares, atividades atrativas aos estudantes e educadores, como bancadas interativas de arte, culinária, costura, reafirmando as questões históricas, mas indicando os avanços de cada grupo e, mostrando que não tem cargo específico para cada gênero. Ademais, cabe a mídia, grande influenciadora da sociedade, divulgar tais projetos.