A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/04/2020

No Brasil, é crescente a participação da mulher no mercado de trabalho e é notório o aumento de sua importância na economia. É progressiva também a responsabilidade feminina no sustento da família e destaque profissional em diversos setores. Entretanto, as funções exercidas, os cargos e as remunerações dessas mesmas mulheres ainda se encontram em defasagem considerável quando comparados com os dos homens.

As ocupações socialmente associadas às mulheres são aquelas que vêm do histórico papel social da “mulher cuidadora”. Essas profissões possuem status social e remunerações inferiores. Na saúde, por exemplo, as auxiliares e técnicas de enfermagem (cargos com menor remuneração) são em sua maioria mulheres. Já os médicos cirurgiões são em sua maior parte homens e possuem valorização social e remuneração infinitamente superiores. Esse problema ocorre em quase todos os setores.

Além disso, as mulheres brasileiras recebem em média 70% do salário que os homens ganham para executar as mesmas tarefas, no mesmo lugar de trabalho. Além disso, as condições de trabalho e a hierarquia ainda desfavorecem as mulheres em relação aos homens. Os cargos de chefia ainda são exercidos, na maioria dos setores, por homens, mesmo em profissões tidas como historicamente femininas.

Portanto, para acabarmos com esses problemas, é necessário nutrir o debate e a desconstrução dos papéis sociais de gênero a fim de fazer um mercado de trabalho e uma sociedade mais igualitários em condições e oportunidades para homens e mulheres. Além disso é necessário  a ação do poder legislativo e do poder executivo brasileiro para a abolição da desigualdade de gênero no Brasil. O poder legislativo deve criar leis que garantam a oportunidade igualitária em todos os níveis e profissões, com a obrigatoriedade do mesmo salário em todas as funções, visando a reparação histórica machista.