A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/04/2020

No Brasil, a Constituição Federal foi promulgada, em 1988, com o objetivo de assegurar a igualdade de gêneros, em qualquer âmbito. Todavia, ainda subsistem resquícios do patriarcalismo na sociedade atual brasileira, sobretudo no ambiente profissional, onde a classe feminina enfrenta diversos empecilhos. A falta de medidas governamentais favoráveis às mulheres e a diferença salarial dos gêneros são fatores primordiais para irresolução deste impasse.

“Ela foi educada para cuidar e servir. Esquecia-se dela, sempre a última a sair”, a canção “Desconstruindo Amélia”, da Pitty, sintetiza a situação de grande parte da população feminina de baixa classe. As mulheres, diversas vezes, perdem oportunidades de emprego por darem prioridade aos filhos, já que o governo não investe, o bastante, em projetos asseguradores, bem como creches de tempo integral. Acometidas por este descaso público, as mulheres se sentem desincentivadas na luta pela plenitude da igualdade.

É válido ressaltar que a disparidade salarial, no Brasil, é enorme, onde a classe masculina, regularmente, é mais beneficiada. Segundo o site G1, a maior diferença, por exemplo, é no cargo de consultor, em que os homens ganham 62,5% a mais que mulheres. Ou seja, mais uma vez, pode-se associar a ineficácia dos órgãos públicos, já que as mulheres e os homens passam pelo mesmo tipo de formação educacional para alcançar um cargo profissional.

À luz dos fatos registrados, é necessário que o governo adote algumas medidas para que se reduzam as desigualdades. O Ministério da Educação deve criar um novo material didático e capacitar mais educadores, além de investir na construção de mais creches e escolas para reforçar o programa de ensino em tempo integral. Isto garantirá que as mães não tenham seus empregos prejudicados. O Ministério do Trabalho deverá investir na criação de propagandas informativas e palestras, oferecidas à toda população, sobre a valorização da mulher no âmbito profissional