A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 14/04/2020

Não da para se negar que a inserção da mulher  no mercado de trabalho brasileiro tem se tornado cada vez mais comum e isso nem sempre foi assim. As mulheres só passaram a conquistar seu próprio espaço após a Revolução Industrial, junto com essa conquista veio a discriminação, que embora aconteça em menor proporção nos tempos atuais , ainda se encontra presente na relação de trabalho.

É necessário compreender que a introdução das mulheres no mercado de trabalho representa uma quebra no “padrão”, no qual o homem era o responsável pela sustentabilidade da família e a mulher era responsável por cuidar dos filhos, maridos e atividades domésticas. Isso não significa igualdade salarial e mesmas oportunidades dadas aos homens, o homem está acima das mulheres, fazendo com que eles ocupem cargos maiores e melhores e recebam salários mais altos.

Além disso, a representatividade feminina no mercado de trabalho configura sua independência. Um grande exemplo da emancipação da mulher foi quando Rita Lobato Velho Lopes se tornou, em 1887, a primeira brasileira graduada no ensino superior. Desde então, as brasileiras têm lutado por sua autonomia e obtido sucesso, pois, segundo dados do Ministério do Trabalho, a participação feminina no mercado de trabalho formal, no ano de 2016, já era de 44% e conforme o passar dos anos, cada vez aumenta.

Infere-se, portanto, que, embora a inserção das mulheres no mercado de trabalho represente uma grande conquista, ainda é marcada pela desigualdade de direitos, que não deveria existir, pois está previsto na Constituição Federal que todos são iguais perante a lei. É necessário que haja uma melhor aplicação da lei, visto que mulheres recebem menos do que os homens. Ademais, é fundamental que o Ministério do Trabalho mostre, por meio de campanhas, a importância feminina para o mercado de trabalho. Assim, cada vez mais, as mulheres brasileiras conquistarão seu espaço no trabalho formal e, consequentemente, sua independência.