A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 15/04/2020
Há diversas desigualdades na sociedade brasileira devido a estrutura cultural e a mulher no mercado de trabalho é uma das mais persistentes delas. Ainda não foram superadas as recorrentes dificuldades encontradas pelas trabalhadoras na equiparação salarial com homens que ocupam os mesmos cargos e no acesso a cargos de chefia.
Nesse sentido, pode-se dizer que tais preconceitos são reflexos da década de 1940 em diante, quando mulheres eram apenas administradoras do lar e os homens saíam às ruas. Embora hoje muitas delas sustentem suas famílias e tenham carreiras, não impede a discrepância que sofrem continuamente.
Prova disso é o rendimento médio de mulheres empregadas 20,5% menor do que o dos homens. O mercado de trabalho brasileiro ainda é injusto e abusivo com as mulheres tanto em relação às vagas disponíveis, quanto aos salários pagos pelos empregadores. Além disso, apenas 41,8% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres.
De acordo com pesquisa do IBGE, as mulheres gastam o dobro de tempo dos homens em atividades domésticas. Enquanto eles gastam em média 10,9 horas por semana, elas gastam 21,3 horas. Isso porque mesmo após terem conseguido trabalhos remunerados, são responsáveis também pelo trabalho doméstico.
Como solução para estes problemas e tentativa de remoção do Brasil do ranking de países mais desiguais entre gêneros no ambiente profissional, onde ocupa 90º posição, é necessário que a possibilidade de home office seja um modelo nos empregos, incentivando o aumento do número de mulheres que decide se manter no mercado de trabalho.
Garantia ao acesso universal a creches em período integral também é essencial para permitir que as mulheres, especialmente as que têm menos recursos financeiros, possam retornar a seus empregos. Isso, portanto, ajudaria a reduzir o estigma de que mulheres devem ficar em casa para criar seus filhos.