A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2020
Em 1948, foi promulgada pela ONU, a declaração dos direitos humanos que garante a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero e ao bem-estar social. Porém, devido à baixa oportunidade das mulheres brasileiras no mercado de trabalho, não vemos essa parcela da população desfrutando na prática desse direito universal. Esses desafios devem ser superados para que a perspectiva se torne realidade, ou seja, uma sociedade integrada. O fator principal no desenvolvimento de um País é a educação. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria lógico crer que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente, mas a realidade é justamente o oposto e o resultado reflete claramente nas desigualdades de oportunidades no mercado de trabalho. Segundo pesquisas no ministério do trabalho, entre 2007 à 2016, houve um acréscimo aproximado de 3,2% do número de mulheres no ramo trabalhista. É inacreditável que em um período de nove anos apenas uma pequena parcela dessa população tenha conseguido se engajar em empregos formais. É necessário salientar a herança de uma sociedade extremamente machista como facilitador destas desigualdades. Infelizmente, vivemos o conceito de “modernidade líquida”, que foi desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, onde diz respeito a uma nova época em que as relações sociais, política e econômicas são frágeis, fugazes e maleáveis como os líquidos. Ao contrário da modernidade sólida, que possui o aspecto positivo que gostaríamos de ter na confiança e rigidez das instituições e na solidificação das relações humanas. Diante deste contexto é imprescindível que a sociedade se questione urgentemente e não aceite o descaso do poder público diante das grandes diferenças salariais que existe atualmente entre mulheres e homens. Conclui-se, portanto, que ainda há muitos obstáculos para garantir a passagem deste estado de desigualdade e insegurança a um estado estável e seguro, de políticas que almejem à construção de um mundo melhor. Desta forma, torna-se uma necessidade imediata que todos os governantes ponham prática o direito a igualdade de gênero, colocando em vigor multas severas às empresas que excluam ou trate com diferença a mulher brasileira no mercado de trabalho. Somente assim, poderia ser removida a desarmonia desse cenário.