A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2020
O trabalho é um dos direitos garantidos a toda população brasileira pela Constituição Federal de 1988. Entretanto, a presença feminina no mercado de trabalho se deu de forma tardia e desvalorizada. A divisão do trabalho é um processo que oprime as mulheres e cria uma hierarquia de lugar de gênero.
A primeira metade do século XX, foi o princípio do processo de industrialização no Brasil, e a participação feminina, teve início por elas serem consideradas mão-de-obra barata e portanto, poder desenvolver serviços com menor remuneração. Tal período, desencadeou dados paradoxais, por exemplo, mesmo sendo 52,3% da PIA - População em Idade Ativa, representam somente 43,3% da PEA - População Economicamente Ativa, o que gerou uma desigualdade de gênero no mercado de trabalho, segundo uma pesquisa do PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio.
Simone de Beauvoir, importante ativista francesa, disse “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe independência concreta.” Dessa forma, é notório que a emancipação feminina tem relação direta com seu poderio econômico e a maneira com que o conquista.
A ideologia comum a sociedade brasileira com relação a mulher e sua inserção no mercado de trabalho precisa ser trabalhada para que meninas sejam ensinadas, também, a ocupar cargos de liderança e não somente desempenhar funções maternais e do lar. Sendo assim, é papel da escola juntamente com o governo federal e as famílias, desenvolver cartilhas e palestras educativas sobre a importância da representatividade feminina no mercado, a fim de tornar o ambiente trabalhista um lugar mais igualitário para homens e mulheres.