A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 18/04/2020
Em boa parte da história da humanidade, a mulher foi vista como um ser inferior, ficando por trás de uma figura masculina que detinha controle sobre ela. Contudo, apesar de algumas conquistas sobre sua autonomia, essa ideologia conturbada ainda reflete nos dias atuais, visto que a mulher brasileira tem seu trabalho desvalorizado no mercado de trabalho. Por isso, faz se necessária a análise do impasse, por meio da avaliação das causas e consequências.
Em primeira instância, convém entender o porquê de tal desvalorização acentuada. Dessa forma, percebe-se que raízes históricas influem para uma mentalidade retrograda nos dias atuais. Nesse contexto, vê-se que a mulher de Atenas da Grécia Antiga foi vista como um mero objeto de reprodução e sem qualquer tipo de direito a lazer, educação ou política, uma vez que elas ficavam confinadas no gineceu e viviam para seus maridos e nada mais, o que acontecia em muitas civilizações antigas que passaram tal pensamento aos seus descendentes. Ademais, tem se também “justificativa” biológica que rotularam, por muito tempo, a mulher como o sexo frágil e por isso lhe conferiam as tarefas domésticas como se essa não tivesse capacidade de trabalhar fora. Reflete-se tal mentalidade nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estáticas (IBGE) no qual apontou que 64,7% dos inativos no mercado de trabalho são mulheres.
Outrossim, é preciso analisar as consequências desses fatores. Nesse sentido, é perceptível que um grande efeito é a desigualdade salarial entre gêneros, no qual, mesmo que o cargo seja igual, o homem ganha mais. Além disso, é notável que há preferência na hora de contratar, deixando a mulher, em muitos casos, em segundo plano por lhe conferir esse estereótipo de que ela deve cuidar somente da casa, filhos e marido. A prova disso é que segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), em 2018 a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem.
Portanto, medidas fazem se precisas para solucionar a problemática. Sendo assim, o Ministério da Educação- responsável pelo sistema educacional brasileiro-, através de uma reformulação da grade curricular, deve implementar uma nova disciplina que busque analisar as heranças históricas e seus impactos no presente e debater sobre elas, para que o alunado tenha um posicionamento crítico e possa mudar a realidade no futuro. E o governo deve propor e fiscalizar leis que regularizem os salários para que não haja essa diferença por gênero. Assim, será possível amenizar o problema e diminuir os dados do IBGE e OIT.