A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 18/04/2020

O Realismo, movimento literário brasileiro, surgido no século XIX, propôs a investigação do comportamento humano e denunciou problemas sociais. Na Conteporaneidade, é relevante recuperar esses princípios, uma vez que os desafios para o ingresso da mulher brasileira no mercado de trabalho persistem atrelados à realidade do país, seja pela cultura machista, seja pela jornada tripla a ser enfrentada pelas mesmas.

A priori, vale destacar que a Constituição Federal de 1988 garante direitos igualitários a todos os cidadãos. Entretanto, o que se observa é a violação destes, haja vista que a cultura machista permanece impermeada na sociedade dos dias de hoje, impedindo que as mulhes tenham os mesmos direitos que os homens. Essa realidade se reflete diretamente no ambiente de trabalho em que a desigualdade salarial entre pessoas de gêneros diferentes mas que ocupam o mesmo cargo é preocupante. Além disso, grande parte das empresas evitam contratar mulheres pela possibilidade delas engravidarem e  terem dificuldade de conciliar a vida profissional com as tarefas maternas. Em virtude disso, muitas mulheres por todo o país permanecem desempregadas pelo simples fato de terem nascido mulheres, mesmo elas sendo a maioria nas universidades.

A posteriori, é imprescindível salientar que a divisão de tarefas entre homens e mulheres nos lares brasileiros não ocorre de maneira igualitária, visto que a mulher acaba por ter que realizar a maior parte das atividades da casa e do cuidado com os filhos sozinha sem o apoio do parceiro, o que torna o ingresso no mercado de trabalho ainda mais complicado. Essa jornada tripla a ser enfrentada por muitas mulheres, acaba por deixa-las exaustas fisicamente e pscicologicamente, prejudicando a saúde das mesmas. Deste modo, tal problemática pode ser ilustrada pelo filme Erin Brockovich, em que mostra a trajetória de uma mãe solteira que luta para ser aceita no mercado de trabalho e deixar a sua marca por onde passa.

Em vista dos fatos mencionados, cabe aos Recursos Humanos de cada empresa, promover através da diversidade de contratação, uma maior participação das mulheres em setores que antes eram dominados por homens. E ainda, é necessário que pessoas que ocupam mesmos cargos recebam a mesma remuneração, a fim de garantir a igualdade de gêneros. Ademais, cabe às escolas, desde a educação infantil, conscientizar os meninos e meninas a respeito da importância da divisão de tarefas em casa, através de aulas de economia doméstica, com o intuito de formarem indivíduos conscientes e justos .Desta modo, com o propósito de solucionar tais mazelas e adversidades que comprometem o bem-estar e o desenvolvimento humano.