A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 20/04/2020
Com as diversas lutas e conquistas históricas, a mulher tem ganhado mais força no mercado de trabalho, porém, devido a herança patriarcalista da sociedade, que insiste em impor papéis sociais, ainda existem diferenças e desigualdades em seu tratamento quando comparadas ao homem. Portanto, há que se avançar quanto a esse assunto.
Segundo a escritora Simone de Beauvoir, “A representação do mundo é obra dos homens; eles o descrevem a partir de seu próprio ponto de vista”. Nesse sentido, é possível observar que, durante muito tempo, a mulher foi rotulada com o “sexo frágil” e considerada incapaz de executar algumas tarefas, o que não condiz com a realidade, já que a mulher possui melhor qualificação, trabalhando mais e recebendo menos que os homens, de acordo com pesquisas do IBGE.
Além de salários díspares, é importante salientar as desigualdades na distribuição de emprego, há uma preferência por parte das empresas em contratar homens. Desde a antiguidade na Grécia, a mulher não era considerada cidadã, restrita somente aos afazeres do lar e educação de sua prole, o que não era valorizado. Hodiernamente, cerca de 43% das mulheres são chefes de domicílio hoje no Brasil e precisam de oportunidades.
Diante do que foi exposto, urge a necessidade em melhorar as condições do trabalho feminino. Dessa forma, cabe ao Ministério do Trabalho, estabelecer às empresas, cotas para mulheres e garantir, sob punição, que as mesmas estão sendo obedecidas. Juntamente com o Ministério da Educação, organizar nas escolas, desde o primário ao Ensino Médio, palestras e oficinas que desmistifiquem a incapacidade da mulher, a fim de se garantir uma sociedade mais justa e igualitária.