A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 12/06/2020

São diversas as desigualdades existentes na população brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, ligada a participação da mulher no mercado de trabalho. Contudo, esse assunto se caracteriza em desafios e conquistas, pois durante décadas, a mulher vem marcando a  sociedade com a sua perseverança a fim de conquistar o seu lugar no ramo de atividades trabalhistas.

A priore, por muitos séculos, as mulheres não eram permitidas a trabalhar fora de casa e eram instruídas a serem protagonistas no lar, em que exerciam o papel de zelar pelo marido e filhos. Isso gerou a imagem ideal da esposa e mãe. Entretanto, a partir da I e II Guerras Mundiais e após a consolidação do sistema capitalista, diversas mudanças começaram a acontecer. Assim, a mão de obra feminina passou a fazer parte da produção fabril e, posteriormente, de outros setores do mercado. Além disso, pode-se citar conquistas recentes, como exemplo a promulgação da constituição federalista de 1988, que garantiu mais proteção ás mulheres em seus determinados empregos. Dessarte, cada vez mais, a luta pelo direito a participação da mulher no mercado de trabalho tem crescido, mas, como é de conhecimento geral,está longe de acabar.

Em segunda análise, ainda que hoje a sua participação seja mais expressiva e alguns direitos tenham sido concedidos, muitos são os preconceitos e desafios enfrentados. Dessa maneira, as mulheres precisam lidar com situações como a desigualdade salarial, o assédio no ambiente de trabalho, a jornada tripla que muitas precisam realizar, além da grande dificuldade de ocupar cargos de liderança. Segundo pesquisa realizada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), as trabalhadoras são minorias nas vagas de empregos (43%) e quando se fala de salário, as diferenças persistem, pois, enquanto a renda média dos homens é de aproximadamente 1.850$, o rendimento médio das mulheres é de 1.280$. Desse modo, constata-se, que as diferenças existentes na relação de gênero, fere a constituição de 1988, que garante a igualdade dos mesmo.

Posto isso, pode-se admitir que mudanças precisam ser efetivadas. Para tanto, faz-se necessário que o governo federal, através de fiscalizações, promova multas direcionadas ás empresas que não atendem a aplicabilidade adequada da lei. Apenas assim, será possível fazer valer os direitos femininos trabalhistas diante da sociedade que até então é dominada pela força masculina.