A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 23/04/2020
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a porcentagem de mulheres empregadas passou de 14% em 1950 para quase 50% em 2010. Contudo, apesar dos avanços nas últimas décadas, a mulher brasileira ainda encontra dificuldades em relação ao mercado de trabalho, isso se deve, principalmente ao preconceito e ao machismo enraizado na sociedade.
Primeiramente, é importante salientar o preconceito que faz com que as pessoas acreditem que certos tipos de trabalho não cabem às mulheres, esse tipo de pensamento gera a diferença salarial em virtude do gênero e não do desempenho. O que acontece com a jogadora de futebol Marta Silva, que, segundo a revista O Globo, chega a ganhar menos de 1% do salario anual do jogador da seção Neymar Junior. Dessa forma, a desigualdade de gênero torna-se explícita em meios que a mulher ainda não é diretamente associada, refletindo no salário e na qualidade de emprego.
Além disso, infelizmente, a sociedade ainda carrega o machismo, e no campo dos empregos não é diferente. A sensação de inferioridade está sempre presente, e as mulheres se vêem obrigadas a tolerar o assédio diariamente a fim de manter seus empregos e sustentar a família, essa agressão vai de sugestões e piadas sexuais até contatos físicos forçados. Dessa maneira, os chefes encontram na promessa de promoção ou ameaça de demissão, uma forma de calar as vítimas, que precisam do dinheiro. Essa atitude nojenta é muito mais comum do que parece, uma vez que, segundo o coletivo Olga, cerca de 33% das mulheres já sofreram assédio no trabalho.
Portanto, é preciso que o Governo, busque equilibrar o mercado de trabalho, diminuindo ainda mais a desigualdade de gênero. Por meio de incentivos e facilidades para contratação de mulheres em todas as áreas, além de leis que distribuam igualmente os salários. Também é preciso de apoio no ambiente de trabalho, uma vez que o assédio ainda é um problema, para que as mulheres possam sentir conforto em denunciar. Tudo isso para que, no futuro, ambos os gêneros recebam respeito e mérito de acordo, apenas, com o seu desempenho.